Navigation

Suíça sobe na classificação da corrupção

swissinfo.ch

A Suíça entrou no «top ten» dos países menos corrompidos, conforme o índice 2003 da ong Transparência Internacional.

Este conteúdo foi publicado em 07. outubro 2003 - 16:37

No entanto, a TI ressalva que a variação do índice suíço em relação a 2002 não é suficiente para provar que a corrupção diminuiu.

Nos últimos três anos, a Suíça havia saido do "top ten". Estava em 11° lugar em 2000 em em 12° em 2001 e 2002.

Este ano a classificação melhorou e ela aparece em 8° lugar, junto com a Noroega e a Austrália.

O número de países listados também aumentou: eram 102 em 2002 e agora são 133. Isso deve-se ao fato de alguns países proporcionarem infomações mais confiáveis.

Melhores são os nórdicos

Na classificação de 0 a 10 da Transparência Internacional, 0 sigunifica alto nível de corrupção e 10 alto nível de probidade.

Os países menos corruptos são a Finlândia e a Islândia, com 9,7 e 9,6 pontos respectivamente.

O último da classificação continua sendo Bangladesh, com 1,3.

O Brasil aparece em 54° lugar, com 3,9 pontos, ao lado de Bulgária e República Checa. Portugal é 25°(6,6); Moçambique está em 86° (2,7), junto com a Rússia, e Angola é 124° (1,8).

O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) é baseado em dados de empresários, universitários e analistas.

Corrupção confidencial

No entanto, Transparência Internacional afirma que uma ligeira variação do índice não significa claramente que a corrupção diminuiu ou aumentou. É justamente esse o caso da Suíça.

Mesmo assim, de acordo com a organização não-governamental, a corrupção na Suíça permanece confidencial e a situação tende a melhorar. Aliás, a TI lança um apelo ao governo suíço para uma melhor coordenação do combate à corrupção.

Ela solicita também que os cidadãos que denunciam atos de corrupção sejam bem protegidos, através de leis especiais, como ocorre nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

A ONG pede ainda que o governo estabeleça diretivas estritas acerca das vantagens e presentes que os funcionários públicos podem receber, porque a situação atual não é clara.

O problema dos cantões

Outro problema levantado pela TI é dos cantões (estados) que demonstram pouco interesse na luta contra a corrupção. Na estrutura federalista suíça, os cantões têm muito poder de decisão.

A ONG afirma que as autoridades cantonais também precisam elaborar regras estritas para seus funcionários. Pequenas regiões onde as pessoas se conhecem podem facilmente praticar formas menores de corrupção.

Desde o início de outubro estão em vigor novas regras anticorrupção, em que as empresas suíças são consideradas responsáveis por práticas fraudulentas também no exterior.

Nesse caso, elas incorrem a multas de até 5 milhões de francos suíços (3,5 milhões de dólares).

Segundo a Secretaria Federal de Economia (SECO), a nova lei permite reprimir de maneira mais eficaz a corrupção passiva, inclusive de membros dos conselhos de administração.

swissinfo

Fatos

O índice da Transparência Internacional relaciona 133 países:
A Suíça está em 8° lugar (8,8).
A Finlândia é o país menos corrupto (9,7).
Bangladesh é onde existe mais corrupção (1,3).
Portugal está em 25° lugar (6,6)
Brasil é 54° (3,9).
Moçambique está em 86° (2,7), ao lado da Rússia.
Angola é 124° (1,8).

End of insertion

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Em conformidade com os padrões da JTI

Em conformidade com os padrões da JTI

Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Os comentários do artigo foram desativados. Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Modificar sua senha

Você quer realmente deletar seu perfil?