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Suíços votam revisão da lei militar

O final de semana é de decisão popular sobre o exército suíço Keystone

Os eleitores vão decidir no final de semana se os soldados suíços em missões de paz no estrangeiro devem ou não ser armados. Atualmente não são. Decidem também se o exército suíço deve aumentar sua colaboração com exércitos estrangeiros no treinamento das tropas.

Este conteúdo foi publicado em 08. junho 2001 - 20:00

Tudo que diz respeito ao Exército é questão delicada na Suíça. A revisão da lei militar defendida pelo governo divide as opiniões e o eleitor vai decidir no final de semana.

A questão mais polêmica é a do envio de soldados em missões de paz da ONU e da OSCE, Organização de Segurança e Cooperação na Europa.

Soldados suíços voluntários já participam dessas missões de paz (Bósnia e Kossovo, por exemplo), mas a lei atual, e o princípio da neutralidade, não permite que eles usem armas nessas missões. Contam, portanto, para sua própria segurança, com os demais contingentes estrangeiros nessas missões que não têm esse problema e são armados.

Mesmo se parece simples, a mudança da lei para permitir que os soldados suíços sejam armados divide muita gente no país. Os nacionalistas são contra e afirmaram, na campanha, que não querem enviar soldados para morrer em conflitos dos outros.

No outro extremo, os pacifistas também combatem o projeto dizendo que os soldados devem continuar desarmados porque estão em missão de paz. Preferem também que o país tenha um papel mais ativo na prevenção de conflitos.

A modificação da lei militar também prevê colaboração mais estreita com exércitos estrangeiros na instrução e em exercícios militares. Os nacionalistas também não querem porque acham que será um passo para a adesão do país à OTAN - Aliança militar ocidental - além de violar o princípio da neutralidade armada.

Outros países europeus como Áustria, Suécia, Irlanda e Finlândia enviam soldados armados em missões de paz e participaram de exercícios militares com outros exércitos.

swissinfo com agências

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