Super-ricos ficaram ainda mais ricos durante a pandemia

Os bilionários da área de tecnologia, como o fundador da Tesla e do SpaceX, Elon Musk, viram sua fortuna combinada crescer em 42% para um total de 1,8 trilhão de dólares. Keystone / Alexander Becher

Aqueles que investiram ou inovaram nos setores de tecnologia, saúde e industrial se saíram particularmente bem nos primeiros meses do surto mundial da Covid-19, revelou um relatório publicado na quarta-feira pelo banco suíço UBS.

Este conteúdo foi publicado em 07. outubro 2020 - 16:11
swissinfo.ch/fh

Juntas, as pessoas mais ricas do mundo detinham um recorde de 10,2 trilhões de dólares no final de julho de 2020, um aumento de 14,6% na riqueza em comparação com 2017, graças principalmente aos ganhos nas bolsas de valores. Hoje existem 2.189 bilionários no mundo inteiro, contra 2.158 em 2017.

Destes, 37 residem na Suíça e viram seus ativos crescer 29% entre abril e julho de 2020, para alcançar uma fortuna combinada de CHF123,5 bilhões (US$135 bilhões).

Entre os maiores ganhadores estavam pessoas ativas no setor da saúde, disse o UBS, que conduziu a pesquisa junto com a empresa de auditoria PwC. Novos tratamentos, inovações em diagnósticos e, mais recentemente, pesquisas sobre a Covid-19, ajudaram essas pessoas a registrar um aumento de 50% em sua riqueza, para chegar a US$658 bilhões.

Mas são os bilionários da tecnologia que ficam com a maior fortuna - 1,8 trilhão de dólares no total.

O UBS informou que pouco mais de 200 bilionários do mundo se comprometeram publicamente em doar US$ 7,2 bilhões para combater a pandemia e suas consequências sociais e econômicas, embora seja provável que as doações sejam maiores.

Este é o sétimo relatório desse tipo do banco suíço sobre a riqueza dos bilionários. Ele analisou 2.000 bilionários em 43 mercados diferentes, representando 98% da população super-rica mundial.   

Os comentários do artigo foram desativados. Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.

Partilhar este artigo