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Terrorista preso na Suíça

O juiz Baltasar Garzon dirige as investigações anti-terroristas na Espanha. Keystone

Provável chefe de grupo terrorista é detido em Zurique. Governo suíço aguarda pedido de extradição de Madrid.

Este conteúdo foi publicado em 21. outubro 2004 - 15:12

De acordo com autoridades espanholas, grupo planejava cometer um grande atentado contra a Audiência National de Madrid, a mais alta instância penal da Espanha.

Na última quarta-feira (20 de outubro), as autoridades confirmaram a notícia de que Mohamed Achraf, um argelino procurado pela polícia espanhola, havia sido detido por violação das leis de imigração na Suíça.

“Não sabíamos da sua presença no país até que a imprensa espanhola publicou uma nota”, explica Hansjürg Wiedmer. O porta-voz do Ministério Público suíço declarou aos jornalistas que não poderia dar mais informações sobre Achraf, afirmando que investigações ainda estão sendo realizadas na Suíça e no exterior.

“Se descobrirmos que ele mantinha atividades terroristas na Suíça, iremos abrir um processo”, ressalta Wiedmer.

Cooperação judicial entre países

Folco Galli, porta-voz do ministério da Justiça, explica que a Suíça não pode extraditar o suspeito antes de receber um pedido oficial das autoridades espanholas.

“Nós prevenimos a Interpol e o governo espanhol de que o suspeito está atualmente detido em Zurique. Agora esperamos uma justificação para a possível extradição à Espanha”, afirma Galli. Em Madrid, um funcionário do governo declarou às agências de notícia que o pedido de extradição já está a caminho.

Chefe presumido de um grupo islâmico radical

Investigadores espanhóis declararam que o presumido terrorista argelino é “cérebro” de um complô, cujo principal objetivo era explodir o prédio da Audiência Nacional de Madrid, a principal instância jurídica no país. O órgão está encarregado de investigar o terrorismo islâmico na Espanha.

No início da semana, a polícia espanhola havia detido sete pessoas numa operação contra uma rede de muçulmanos radicais. Os suspeitos foram detidos em Almería, Málaga, Valência e Madrid. A operação foi ordenada pelo juiz da Audiência Nacional Baltasar Garzón, que obteve muitas informações sobre suas atividades através do serviço secreto marroquino. Estes descobriram que o grupo pretendia comprar dinamite à organização terrorista basca ETA.

A imprensa espanhola revela que os agentes responsáveis pela investigação haviam registrado conversas telefônicas entre os detidos, nas quais faziam referências à tentativa de preparação de um atentado de grandes dimensões. O plano seria colocar uma grande quantidade de dinamite num caminhão e jogá-lo contra o prédio da Audiência Nacional.

Os agentes policiais registraram também contatos dos radicais com jovens prisioneiros islamitas. "Eles estavam à procura de futuros terroristas com os quais pudessem levar a cabo outras ações suicidas", apontam os investigadores. Porém a célula terrorista ainda estava num nível primário de formação.

swissinfo com agências

Breves

- Policiais do cantão de Zurique prenderam um suspeito de ser chefe de um grupo islâmico radical, que pretendia cometer um atentado contra a corte suprema de Madrid.

- Segundo as autoridades espanholas, o suspeito teria nacionalidade argelina e se chama Mohamed Achraf.

- O presumido terrorista foi preso na Suíça por ter violado as leis de imigração.

- Em Madrid, as autoridades já declararam que irão solicitar a extradição de Achraf para a Espanha.

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