Trabalhar de casa vira moda na Suíça

As estatísticas para 2019 mostram que trabalhar de casa já se tornou uma prática comum na Suíça, enquanto o horário de trabalho flexível também está crescendo.

Este conteúdo foi publicado em 18. abril 2020 - 09:00
A moda começou bem antes da crise do coronavírus Keystone / Erik S. Lesser

O "Home Office" foi praticado por 33,7% dos trabalhadores na Suíça no ano passado - 5% o tempo todo, 14% regularmente e 15% ocasionalmente.

Os setores que mais funcionaram assim foram o ensino, e a informação e comunicação, com mais de 60% dos profissionais dessas áreas trabalhando de casa pelo menos uma vez ao longo do ano.

Diversas outras mudanças nos hábitos de trabalho na Suíça também foram registradas, em comparação com a situação de uma década atrás, informou o Departamento Federal de Estatística.

O horário de trabalho flexível - ou seja, a capacidade de determinar quando você começa e termina seu dia - estava em alta: 46,2% desfrutaram desse luxo, um aumento de 5,3% em relação a 2010. Os setores financeiro e de seguros, além dos da informação e comunicação foram os mais flexíveis, enquanto os setores da hotelaria, saúde, serviços sociais e da construção civil foram os menos flexíveis.

Horário social

O trabalho de final de semana, por sua vez, está se tornando menos comum. Quase um quinto dos trabalhadores suíços trabalhava regularmente aos sábados em 2019, um décimo aos domingos - uma queda de 3,6 e 1,5 por cento, respectivamente. A agricultura, a silvicultura e o setor hoteleiro foram os setores mais intensivos nos fins de semana.

Outras horas "insociáveis" também foram ligeiramente menos comuns do que antes, com 16,5% trabalhando regularmente entre as 19 horas e a meia-noite, e 4,6% trabalhando em turnos noturnos. As mulheres estavam ligeiramente acima da média no primeiro e os homens no segundo.

Quanto aos tipos de contrato, 7,7% dos trabalhadores tinham um contrato por tempo determinado em 2019, 1% a mais do que em 2010. Neste caso, os trabalhadores mais jovens e os mais velhos são os mais representados, já que também trabalham em fins de semana e horários não familiares, e em empregos que exigem horas de plantão.

Quanto aos números de como as práticas de trabalho mudaram desde o início do coronavírus, o órgão diz que publicará em setembro as estatísticas para o primeiro semestre de 2020.


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