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UBS cede banco privado ao Julius Bär

Os fundos geridos pelo Julius Bär passam de 117 a 270 bilhões. Keystone

UBS, o maior banco suíço, vende o setor de bancos privados por 5,6 bilhões de francos ao Julius Bär.

Este conteúdo foi publicado em 05. setembro 2005 - 12:47

O banco privado de Zurique irá gerir um montante de 270 bilhões de francos. Dez por cento dos funcionários serão demitidos.

Ao contrário do que muitos analistas esperavam, o UBS não anexou outras instituições para aumentar seu portfólio. O maior banco suíço preferiu vender o setor de bancos privados - que incluem instituições financeiras como as Ehinger & Armand von Ernst, Ferrier & Lullin e o Banco di Lugano, além da GAM Holding, empresa especializada em asset management - para o Julius Bär, banco privado com sede em Zurique.

A transação custou 5,6 bilhões de francos. O UBS recebeu do Julius Bär 3,8 bilhões em dinheiro e 21,5% de participação no novo banco.

O maior banco suíço espera com o negócio ter lucros de 3,5 bilhões de francos no último trimestre do ano. A transação foi financiada, entre outros, pelo aumento do capital do Julius Bär em 2,45 bilhões de francos.

10% dos empregos cortados

As duas instituições querem concluir a transmissão do setor de banco privado até o final do ano. A fortuna gerida pelo Julius Bär passará de 117 a 270 bilhões de francos. Seu lucro anunciado na metade do ano foi de 587 milhões de francos. Após a aquisição, o Julius Bär será o maior banco de gestão de fortunas da Suíça.

Até 2008, a instituição espera ter economia e sinergia que serão refletidas num acréscimo de lucro de 150 milhões de francos. Julius Bär pretende também cortar 10% dos empregos no novo banco, em grande parte nas áreas administrativas e de gerência. Essa unidade do UBS ocupava, até então, 1.700 funcionários.

Hans de Gier será o chefe

Peter Wuffli, chefe do UBS, declarou à imprensa que os dois bancos tinham modelos de negócio muito semelhantes. Depois de analisar várias opções, as instituições chegaram à conclusão que a venda da unidade ao Julius Bär seria a melhor opção para todos. Apesar da participação de 21,5% no Julius Bär, o UBS não pretende atuar operacionalmente nos negócios do banco privado ou participar do conselho administrativo.

Hans de Gier e David Solo, dois tarimbados ex-funcionários do UBS, serão, respectivamente presidente e chefe do setor de "asset management" no Julius Bär. Alex Widmer será o novo chefe do setor de banco privado. Raymond J. Bär permanece presidente do conselho de administração.

swissinfo com agência

Fatos

UBS, o mais importante banco suíço, anuncia a venda do setor de banco privado por 5,6 bilhões de francos ao Julius Bär, banco privado com sede em Zurique.
O montante da negociação é de 3,8 bilhões em espécie, assim como uma participação não estratégica do UBS de 21,5%.
O Julius Bär passará a gerir fortunas privadas da ordem de 270 bilhões de francos.
Com essa transação, o UBS espera ter lucros (antes dos impostos) de pelo menos 3,5 bilhões de francos.
Dez por cento do total de 3.500 empregos serão suprimidos nos próximos dois anos, gerando uma economia de 100 milhões de francos por ano até 2008.

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