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Ucrânia inicia negociações de adesão à UE em meio à guerra com Rússia

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Por Andrew Gray

BRUXELAS (Reuters) – A União Europeia deu início nesta terça-feira às negociações com a Ucrânia para adesão ao bloco, dando ao país um impulso político em meio à sua guerra contra a invasão da Rússia, embora ainda haja um longo e difícil caminho pela frente antes que o país possa se juntar ao bloco.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, que discursou por vídeo durante reunião em Luxemburgo, disse que o início das negociações era um momento histórico e um passo significativo tanto para Kiev quanto para a UE em direção à “nossa grande vitória compartilhada”.

“Para nossa nação, a União Europeia significa muito mais do que um espaço físico”, disse. “Ela representa valores e um lar”.

A reunião desta terça foi mais simbólica do que propriamente sobre os detalhes das negociações, que começarão a sério somente depois que a UE examinar as legislações ucranianas para avaliar todas as reformas necessárias para atender aos padrões do bloco.

Mas, ao marcar o início das conversações com a Ucrânia e com sua vizinha Moldávia, a UE sinalizou que ambos os países estão em um caminho que os afasta da influência russa e os leva a uma maior integração com o Ocidente.

“O futuro da Ucrânia cabe aos ucranianos decidir”, disse na reunião a ministra das Relações Exteriores da Bélgica, Hadja Lahbib, cujo país detém atualmente a presidência rotativa da UE.

“A UE continuará a apoiar o direito do povo ucraniano de escolher seu próprio destino.”

O momento foi marcante para muitos ucranianos, que relacionam seu atual conflito com Moscou à revolta da praça Maidan, há uma década, quando os manifestantes derrubaram um presidente pró-russo que renegou a promessa de desenvolver laços mais estreitos com a UE.

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