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Um dinossauro de 200 milhões de anos

As pegadas têm até 60 cm de diâmetro.

Um paleontologista amador descobriu perto de Bergün, no cantão dos Grisões (leste) pegadas de um saurópode. Esses traços de um dinossauro gigante são os mais antigos do mundo encontrados até agora.

Segundo as primeiras estimativas, o animal deixou sua marca em uma rocha que se situava então à beira-mar, na era geológica do Trias, entre 200 e 210 milhões de anos atrás.

Rico Stecher, professor secundário em Chur, capital do cantão dos Grisões (leste da Suíça) descobriu as pegadas de dinossauro no ano passado. Elas se encontram em uma placa rochosa vertical, no Parque Natural Ela, entre os vales de Albula e Surses.

A descoberta foi mantida em sigilo até o resultado dos estudos dos especialistas. No verão passado, o paleontologista Christian Meyer, do Museu de História Natural da Basiléia (noroeste) examinou as pegadas e, segundo os primeiros resultados de pesquisas, as marcas fossilizadas são de um dinossauro da famíla dos saurópodes.

Na quarta-feira (10/10), o Museu de História Natura dos Grisões apresentou a descoberta à imprensa, com a certeza de que as pegadas datam de pelo menos 200 milhões de anos.

Marcas de um gigante

As pegadas têm forma circular e medem até 60 cm. de diâmetro. Não se vêem marcas de dedos. Estima-se que esses dinossauros tinham aproximadamente seis metros de comprimento e dois de altura.

Os saurópodes eram quadrúpedes herbívoros que viveram entre o Jurássico Médio e o Cretáceo Superior. É nessa família que encontramos os dinossauros mais compridos e imponentes. Tinham um pescoço longo, um rabo muito esbelto e podiam ter até 20 ms de comprimento.

A maioria das pegadas de dinossauros descobertas na Suíça até estão no cantão do Jura (oeste). Outras foram descobertas nos Grisões nos últimos anos.

Um dinossauro voador

Perto de Tinzenhorn, também nos Grisões, Rico Stecher já havia descoberto um esqueleto bem conservado de um dinossauro voador até então desconhecido. O paleontologista amador batizou-o de Raeticodactylos filisurensis.

Um guia turístico havia descoberto sobre o Piz Mitgel (ainda nos Grisões) uma placa rochosa cheia de pegadas de dinossauros. Algumas são de saurópodes, outras de dinossauros ainda não identificados.

Beira-mar

Originalmente essas pegadas estavam no nível do mar sobre rochas que posteriormente formaram os Alpes. Essas marcas em um lado escarpado não signficam que os dinossauros escalaram as montanhas, ironizam os paleontologistas.

A análise das marcas encontradas no Parque Ela estão apenas começando. Os museus de Basiléia e dos Grisões financiarão um projeto de pesquisa que deve durar vários anos.

swissinfo com agências

Breves

Durante muito tempo, pensava-se que o atual território suíço estava submerso pelo mar na época dos dinossauros.

Mas as descobertas feitas nos últimos anos provam que não era assim durante todo esse período. As pegadas demonstram claramente que sáurios gigantes pisaram o solo do que é hoje a Suíça.

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Pegada roubada

Dias atrás, desconhecidos roubaram uma pegada de dinossauro em Courtedoux, cantão do Jura. Trata-se de uma marca de forma tridátila (três dedos) deixadas por um grande carnívoro, uma das mais belas do parque.

Os ladrões provavelmente conheciam bem o lugar e utilizam ferramentas de construção para arrancar a pegada, que tinha 70 cm de comprimento e 40 de largura e pesava centenas de quilos.

O valor da marca é estimado entre 10 e 15 mil francos suíços no mercado clandestino. Os especialitas consideram que eles terão muita dificuldade em vendê-la por ser facilmente reconhecível.

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