Suíços não querem guerra
A maioria do povo suíço é contra uma guerra contra o Iraque e uma parte deles passou a ter uma imagem negativa do Islã, depois do atentado em Nova Iorque.
Essa é a conclusão de uma pesquisa de opinião feita pelo Instituto Isopublic, de Zurique, e publicada quarta-feira no jornal Blick.
Ao todo, 82,5% dos entrevistados são contrários a uma guerra unilateral contra o Iraque promovida pelos EUA.
Mesmo que e o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprove, 58,6% dos entrevistados ainda são contra um ataque americano. Sobretudo mulheres e jovens deram seu voto contrário a essa opção.
Ao mesmo tempo, 57% dos suíços de língua alemã e 37,3% dos suíços de língua francesa acreditam que, no futuro, o terrorismo internacional vai aumentar.
Policiais do Mundo
Cerca de 45,9% dos suíços entrevistados consideram correto o fato dos Estados Unidos estarem liderando a guerra contra o terrorismo. Porém 66,3% deles se consideram céticos em relação ao papel dos americanos de “policiais do mundo”.
Em relação ao Islã, 23,3% dos entrevistados afirmaram ter modificado sua posição de forma negativa, depois do atentado de 11 de setembro.
Para a realização da entrevista, foram entrevistados 500 suíços, em diversas regiões do país.
No mundo
O Instituto Isopublic também publicou na imprensa suíça os resultados de uma pesquisa semelhante, realizada pelo Instituto de Pesquisas de Opinião Gallup International. Nesta foram feitas 28.218 entrevistas em 33 países do mundo.
Segundo a pesquisa, a política america é bem aceita em onze países, destacando-se entre eles a Irlanda, Polônia, Hongkong, Nigéria e África do Sul. O maior índice de aceitação dos EUA encontra-se em Israel, onde 74% dos entrevistados apóiam a política americana.
Ao todo, a população de vinte países pesquisada tem uma opinião negativa em relação aos EUA, dentre esses se destaca a Macedônia (61%) e a Suíça (60%).
swissinfo com agências
– Ao todo, 82,5% dos entrevistados são contrários a uma guerra unilateral contra o Iraque promovida pelos EUA.
– Em relação ao Islã, 23,3% dos entrevistados afirmaram ter modificado sua posição de forma negativa, depois do atentado de 11 de setembro.
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