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Acordo permite viajar sem visto na Europa

Alívio para estrangeiros: acordo permite visitar outros países da EU sem visto.

(Keystone)

Mais 700 mil estrangeiros (não-cidadãos europeus) que vivem na Suíça irão se beneficiar com o fim da obrigatoriedade de vistos de trânsito nos países do espaço Schengen.

O Parlamento Europeu reconheceu na quinta-feira (7 de abril) a validade dos vistos suíços de residência e permanência para outros países europeus.

Para a maioria dos suíços, partir de férias em algum país europeu é tão fácil como entrar numa piscina pública. O único problema de pegar a estrada em direção ao calor da Itália ou aos castelos alemães são os engarrafamentos.

Já para os 700 mil estrangeiros da Suíça e que não têm um passaporte da União Européia essas férias de sonhos são muito mais complicadas. Ao passar as fronteiras eles precisam apresentar um visto de trânsito. Isso vale, por exemplo, para os turcos, sérvios e albaneses que precisam atravessar a Itália ou a Áustria na viagem aos seus respectivos países.

Por isso, eles e outros estrangeiros já sabem que a primeira etapa das férias começa nas filas quilométricas das embaixadas e consulados dos países da UE, responsáveis pela emissão dos vistos de trânsito.

Visto suíço será reconhecido

Em breve essa situação deve melhorar graças ao Parlamento Europeu. Na quinta-feira (7 abril), a grande maioria dos deputados (403 votos a favor, oito contra e 21 abstenções) aprovou o reconhecimento dos vistos de residência e permanência suíços.

O novo regulamento da UE é um reconhecimento unilateral dos vistos emitidos pela Suíça e Liechtenstein. A simplificação se aplica unicamente para o trânsito dentro do espaço Schengen, com uma duração máxima de cinco dias.

Ela é prevista para todos os Estados desse espaço (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Islândia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Suécia) e é considerada como uma medida transitória, antes que a associação da Suíça ao acordo de Schengen entre em vigor.

Antes das férias de verão

O Conselho de Ministros da UE deve ainda ratificar essa decisão, que se aplica aos estrangeiros originários de países fora da UE e que vivem na Suí4a.

Apesar da data de ratificação ainda não ter sido determinada, a atual presidência austríaca da UE estima "muito provável", que a regulamentação possa entrar em vigor antes do fim de junho, no momento em que a presidência da UE troca de país.

- Estamos quase seguros de que as novas regras irão entrar em vigor antes do início das férias de verão - afirma à swissinfo Nikola Donig, porta-voz da representação austríaca em Bruxelas.

Mesmo a Áustria tem um grande interesse de colocar rapidamente essa simplificação em prática. Seus representantes conhecem a situação das embaixadas da UE em Berna, que são literalmente submergidas nos pedidos de visto de trânsito entregues pelas massas de estrangeiros nos períodos que antecedem as férias.

swissinfo com agências

Fatos

94% dos vistos emitidos na Suíça são vistos de trânsito.
Mais de 700 mil estrangeiros que vivem na Suíça não são originários de um dos países da União Européia (EU)
Até hoje essas pessoas não podem sair das fronteiras helvéticos para entrar no território da EU sem ter um visto de trânsito.
O reconhecimento dos vistos de residência e permanência suíços entra em vigor antes das férias de verão.

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Breves

- Dentre os estrangeiros que vivem na Suíça e originários de países que não pertencem à União Européia, um número considerável é de turcos e sérvios. Já os albaneses do Kosovo também são considerados "formalmente" como sérvios.

- Estes não têm um passaporte da União Européia, mas sim (em 90% dos casos) um documento de viagem expedido pela ONU (emitido em Prístina) ou um passaporte sérvio.

- Assim como os sérvios e os turcos, albaneses do Kosovo e muitos outros estrangeiros vivendo na Suíça precisavam de um visto para poder viajar a outros países do chamado "espaço Schengen" (território sem fronteiras internas que inclui Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Islândia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Suécia).

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