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África tem cinco países sem casos de coronavírus

(18 março) Checagem de temperatura na fronteira do Burundi afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. março 2020 - 14:55
(AFP)

Cinco países africanos fazem parte da lista reduzida de Estados onde não foi registrado nenhum caso do novo coronavírus.

Alguns desses países atribuem este fato a Deus ou a seu isolamento aéreo, enquanto outros apontam que a ausência de registros pode se dever à falta de testes para detectar a doença.

O Burundi, que evocava a graça divina, anunciou os dois primeiros casos nesta terça-feira.

- Comores

O médico Abdou Ada acredita que o tratamento em massa contra a malária deixou o arquipélago a salvo da Covid-19. "Trata-se de uma convicção pessoal, que deve ser confirmada cientificamente", assinalou.

- Lesoto

O reino, de pouco mais de 2 milhões de habitantes, entrou ontem em confinamento por 25 dias, embora não registre nenhum contágio, apenas oito casos suspeitos. Até a semana passada, não contava nem com testes, nem com centros de detecção, mas recebeu os primeiros kits, doados pelo multimilionário chinês Jack Ma.

- Malauí

O país pediu a quem chegar do exterior que se coloque em quarentena, o que, segundo a médica Bridget Maleuezi, ajudou a população a se proteger. "Temos testes, e os aplicamos", afirmou o Ministério da Saúde.

Segundo Bridget, embora o país não esteja "100% pronto", está se preparando para a chegada do vírus.

- São Tomé e Príncipe

O arquipélago não registrou nenhum caso porque não tem condições de fazer os testes, alertou a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) naquele país, Anne Ancia. "Mas continuamos nossos preparativos."

Com apenas quatro leitos de reanimação para uma população de 200 mil habitantes, o país fechou suas fronteiras, apesar da importância do turismo para a sua economia.

- Sudão do Sul

O médico Angok Gordon Kuol, um dos responsáveis do Ministério da Saúde pela luta contra o novo coronavírus, disse que o país não registrou casos porque não possui "um tráfego aéreo intenso".

Mas o Sudão do Sul - onde escolas foram fechadas, proibiram-se aglomerações e os voos foram suspensos - abriga muitos trabalhadores humanitários estrangeiros, e não tem condições de fechar totalmente suas fronteiras, apesar de estar cercado de nações afetadas.

Em um dos países mais pobres do mundo, que enfrenta dificuldades para sair de uma guerra civil iniciada em 2013, só é possível testar, no máximo, 500 pessoas, admite Kuol.

burs-fb-cyb/fal/jhd/jz/lb

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