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Argentina aprova ensaio clínico de soro equino em pacientes com COVID-19

O laboratorio Inmunova desenvolveu um soro equino que pode ajudar no tratamento de pacientes com COVID-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. julho 2020 - 00:10
(AFP)

A Argentina iniciará na semana que vem a fase de ensaios clínicos em pacientes de uma solução hiperimune à base de soro de cavalos, um medicamento potencial para o tratamento da COVID-19, anunciou nesta sexta-feira (24) o laboratório responsável.

A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT) argentina aprovou o protocolo clínico do soro hiperimune contra a COVID-19, informou um comunicado da empresa de biotecnologia Inmunova, que desenvolveu o soro em cooperação com a Universidade Nacional de San Martín (UnSam).

Os testes permitirão "avaliar a segurança e eficácia do que poderia ser o primeiro medicamento argentino para o tratamento da infecção por SARS-CoV-2", explicou o laboratório.

O estudo clínico começará em quatro hospitais, o Güemes (privado) e o Pirovano (público) na capital, além de outros dois na província de Buenos Aires. Os testes continuarão em seguida em outros dez centros de saúde da área metropolitana, onde se concentram 90% dos casos de coronavírus do país.

O tratamento consiste em "dar anticorpos às pessoas com COVID-19 que têm a capacidade de frear e neutralizar o vírus, impedindo o desenvolvimento da doença", explicou à AFP Fernando Goldbaum, diretor científico da Inmunova e pesquisador do Conicet.

Em ensaios in vitro, o soro se mostrou capaz de neutralizar o vírus, com uma potência cerca de 50 vezes maior que a média do plasma de doentes, segundo o comunicado.

O soro é uma imunoterapia baseada em anticorpos policlonais equinos, obtidos mediante a injeção de uma proteína recombinante do SARS-CoV-2 em cavalos, inócua para os animais, mas que provoca a geração de grandes quantidades de anticorpos neutralizantes.

"O cavalo é uma biofábrica. Com poucos cavalos é possível obter muito soro", destacou Goldbaum.

Após a extração do plasma, os anticorpos são purificados e processados para obter fragmentos dos anticorpos com alta pureza e bom perfil de segurança.

Na Argentina, 153.507 pessoas foram contaminadas pelo coronavírus, das quais 2.807 faleceram e 65.447 se recuperaram, de acordo com últimos dados oficiais publicados nesta sexta-feira.

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