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Bolivianos com Covid-19 escondem a doença e causam mais infecções

(Arquivo) Mulheres esperam em fila para banco em El Alto, na Bolívia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. junho 2020 - 22:05
(AFP)

Bolivianos com o novo coronavírus escondem a doença, se recusam a ficar confinados e provocam mais infecções em seu entorno, alertaram nesta quinta-feira médicos e funcionários municipais.

Este é o caso de um indivíduo de El Alto, cidade vizinha a La Paz, que, apesar de figurar entre os quase 12 mil infectados bolivianos, abandonou o isolamento obrigatório, foi jogar futebol e, depois, beber em um bar, lamentou o secretário-geral do município, Henry Contreras.

O doente, cujo nome não foi revelado, morreu após infectar pelo menos outras 30 pessoas, o que "causou preocupação entre a comunidade quando se soube que ele tinha o novo coronavírus", relatou o funcionário.

Contreras explicou que este não é o único caso de uma pessoa que esconde a doença, uma vez que ele foi ameaçado por um jovem infectado, também em El Alto, após descobrir que ele estava doente. "'Vou te abraçar, para te infectar', ele me disse", contou Contreras. O pai do rapaz havia morrido da doença dias antes.

"O ocultamento acontece por causa do estigma social e a discriminação da sociedade em relação a quem teve a doença", explicou Edgar Fernández, presidente do Colégio Médico de Cochabamba, ao jornal "Página Siete".

Após uma reunião de avaliação da pandemia, autoridades de La Paz e El Alto anunciaram anteontem que irão marcar com placas as residências dos infectados que não respeitarem o confinamento, devido aos numerosos casos de não cumprimento da quarentena.

Até o momento, não se sabe de nenhuma casa que tenha sido marcada, mas as denúncias de infração são frequentes, como a envolvendo um homem de 35 anos que saiu do isolamento obrigatório em Tarija e foi para Potosí. Em Sucre, um homem de 82 anos morreu após chegar de um voo de Cochabamba.

A Bolívia registra 11.638 infectados e 400 mortos pela Covid-19. Segundo uma projeção do Ministério da Saúde, o país, que flexibilizou a quarentena esta semana, encerrará o mês de junho com 28 mil infectados, declarou o chefe nacional de Epidemiologia, Virgilio Prieto.

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