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Casas de ex-presidente peruano são embargadas por caso Odebrecht

(Abril) O ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski é escoltado durante sua prisão, em Lima afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. setembro 2019 - 19:26
(AFP)

A justiça peruana apreendeu nesta segunda-feira (23) duas casas do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, que cumpre prisão domiciliar por cinco meses, no âmbito do escândalo da Odebrecht, informou o judiciário.

"A apreensão foi ordenada para fins de confisco de duas propriedades da Dorado Asset Management Company, que pertence a Pedro Pablo Kuczynski", informou o Tribunal Superior de Lima em um comunicado.

O juiz Jorge Luis Chávez aprovou um pedido para apreender os imóveis feito pelos procuradores da equipe especial do caso Odebrecht, que envolve quatro ex-presidentes peruanos.

Uma das propriedades fica ao lado da residência de San Isidro, um abastado distrito de Lima onde Kuczynski mora e cumpre prisão domiciliar.

"A propriedade onde o ex-presidente se encontra não está sendo afetada. Esta propriedade é diferente", disse o procurador Domingo Pérez a repórteres, depois de chefiar o processo de apreensão. A segunda propriedade é uma casa de campo no distrito de Cieneguilla, perto de Lima.

"Ambas as casas foram adquiridas pela empresa Dorado, da qual Kuczynski é acionista majoritário", disse Pérez.

Os ativos serão transferidos para o Programa Nacional de Ativos Apreendidos (Pronabi) até que a justiça decida sobre sua apreensão ou restituição.

O dinheiro com o qual a empresa Golden adquiriu o imóvel viria de pagamentos feitos pela Odebrecht através da Westfield Capital, também de propriedade de Kuczynski, para assessoria em operações financeiras no Peru.

Kuczynski, que completa 81 anos em 3 de outubro, iniciou seu governo em julho de 2016 e renunciou em março de 2018, encurralado por denúncias de corrupção. É investigado por "crime de lavagem de dinheiro com o agravante de pertencer a uma organização criminosa em detrimento do Estado".

Em abril, colocou um marcapasso, razão pela qual o tribunal determinou que cumprisse em casa a pena de 36 meses de prisão preventiva, solicitada pela procuradoria, enquanto avança a investigação contra ele. Posteriormente, esteve hospitalizado em duas ocasiões.

Kuczynski foi o primeiro presidente em exercício na América a renunciar por este escândalo, depois que a Odebrecht revelou pagamentos a duas empresas vinculadas a ele - Westfield Capital e Firts Capital - por assessorias para operações financeiras enquanto era ministro, um dado que Kuczynski omitiu quando chegou ao poder.

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