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Jornalistas participam de um protesto silencioso em frente a seu sindicato, no Cairo

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Cerca de 100 pessoas participaram neste domingo de um protesto no Cairo para denunciar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Iniciada no prédio do Sindicato dos Jornalistas, habitual ponto de partida de manifestações na capital egípcia, a passeata seguiu depois para o centro do Cairo, com os manifestantes saudando "a resistência palestina" e denunciando a posição egípcia.

Os ataques aéreos de Israel para neutralizar o poder de fogo do movimento Hamas deixaram 160 palestinos mortos em menos de uma semana.

"Abaixo a política de normalização", gritavam os manifestantes, fazendo críticas ao governo do Egito, primeiro país árabe a assinar acordos de paz com o Estado hebreu, em 1979.

"A Palestina é árabe e Sissi traiu a causa" palestina, afirmavam os participantes do ato, em referência ao ex-chefe das Forças Armadas, Abdel Fattah al-Sissi, recentemente eleito presidente depois de ter destituído o islamita Mohamed Mursi, há um ano. Mursi era um dos maiores aliados do movimento Hamas, no poder na Faixa de Gaza.

O governo egípcio afirma estar em contato com Israel e com o Hamas, mas se queixou da intransigência de ambos os lados. Ele pediu que a comunidade internacional intervenha. No sábado, Sissi havia alertado que a intensificação do conflito custaria mais "vidas inocentes".

"Estamos aqui para condenar a agressão israelense (...) e para pressionar as autoridades egípcias (...) para que o posto de passagem de Rafah seja aberto de forma permanente e não apenas para os feridos", declarou o manifestante Ramy Chaath à AFP.

O terminal fronteiriço de Rafah é o único acesso ao território palestino que não é controlado por Israel. Desde a destituição de Mursi, em julho de 2013, o Cairo tem fechado com frequência a passagem, permitindo a abertura apenas para comboios com ajuda humanitária.

Chaath acrescentou que os organizadores não tinham pedido autorização para o protesto.

Uma recente lei polêmica proíbe qualquer aglomeração sem o aval do Ministério do Ministério do Interior.

AFP