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Empresa israelense NSO descarta que Macron fosse alvo de programa de espionagem Pegasus

Site do Pegasus, spyware de empresa israelense, visualizado na capital do Chipre, Nicósia, em 21 de julho de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. julho 2021 - 22:08
(AFP)

Um alto funcionário da gigante israelense de segurança cibernética NSO afirmou nesta quarta-feira (21) que o presidente francês, Emmanuel Macron, não foi alvo de seu polêmico programa Pegasus, no centro de um escândalo mundial de espionagem que levou a ONG Repórteres Sem Fronteiras a pedir uma moratória sobre suas vendas.

As organizações Forbidden Stories e Anistia Internacional obtiveram uma lista de 50 mil números de telefone, selecionados para clientes da NSO desde 2016 para serem potencialmente monitorados, e a compartilharam com um consórcio de 17 veículos de imprensa que revelaram sua existência no domingo.

O presidente francês, o rei Mohammed VI do Marrocos e o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, estão na lista, assim como 180 jornalistas que foram espionados por diferentes Estados que tiveram acesso a esse programa.

Instalado em um celular, o Pegasus pode recuperar mensagens, fotos, contatos e ativar o microfone à distância.

Chaim Gelfand, alto funcionário do grupo, disse à rede I24 News que podia "afirmar com certeza que o presidente Macron não era um alvo". “Há alguns casos que foram revelados, o que nos traz problemas, e vamos começar a revisar os eventos”, acrescentou.

Logo depois, o grupo com sede em Tel Aviv alegou ser vítima de uma campanha "perversa e caluniosa" e anunciou em um comunicado que "não responderia às perguntas da mídia" sobre o caso Pegasus.

“A NSO é uma empresa de tecnologia. Não operamos os sistemas nem temos acesso aos dados de nossos clientes, mas eles têm a obrigação de nos fornecer essas informações em caso de investigações”, afirmou.

A empresa, que conta com 850 funcionários, tem contratos com 45 países e diz que seus negócios precisam passar pela aprovação do Ministério da Defesa de Israel.

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