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Presa de mamute é vista em 30 de junho de 2014, em museu da Sérvia

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Um grupo de cientistas encontrou no centro do México uma presa de mamute que data de 10 mil anos antes da era cristã, usada como oferenda na era pré-hispânica, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH).

A presa do animal extinto foi encontrada coberta com fragmentos de cerâmica e restos de cinzas, carvão e algumas sementes carbonizadas, "pelo que se deduz que se tratou de uma oferenda que antigos moradores de influência olmeca depositaram durante o período Pré-clássico Médio (1000 – 400 a.C.)" para consagrar o início de uma construção, indicou o INAH em um comunicado.

A descoberta aconteceu em Cerro de los Magueyes, no município de Metepec (estado do México, centro), quando um grupo de cientistas fazia trabalhos de resgate arqueológico em um buraco.

Nesta região já tinham sido encontrados restos de mamute, "mas não tinham sido descobertos em uma oferenda como esta, é a primeira do tipo na região", afirmou a arqueóloga Maria del Carmen Carbajal, encarregada do resgate da peça.

Segundo funcionários, o relevante da descoberta é que os antigos habitantes extraíram a presa do mamute da parte baixa do vale para depositá-la como oferenda na colina, pois se sabe que o habitat do mamute ficava nas partes altas.

"Com quase três metros de comprimento, a peça óssea foi levada à colina da zona lacustre. A apropriação deste elemento deve ter sido pensada para um ritual, visto que deram um valor simbólico da natureza e o utilizaram na oferenda", comentou Carbajal.

Na mesma localidade, também foram encontrados vestígios de muros que evidenciam que, entre 1000 e 400 a.C., já eram feitas construções à base de pedra no local, usadas para realizar atividades domésticas, funerárias e rituais, que incluíam oferendas com restos ósseos humanos.

"Até antes das nossas escavações, tinha-se a visão de que os moradores desta região eram grupos marginalizados (...). Além de muros delimitando pavimentos, foram encontrados quartos, fossas e restos de cerâmica que evidenciam os contatos existentes com povos de outras regiões", comentou a arqueóloga Paz Granados, que trabalhou no projeto arquitetônico.

AFP