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Facebook duramente criticado na Índia por não retirar mensagens de ódio de político

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Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2020 - 16:12
(AFP)

A rede social Facebook enfrenta uma tormenta política na Índia, onde é criticada pela oposição que a acusa de não ter retirado mensagens com conteúdo de ódio de um prefeito nacionalista hindu.

A Índia é o primeiro mercado mundial em termos de usuários da rede social americana e de seu aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, que está sob pressão em todo o mundo para que moderem ou anulem os discursos de ódio expressados em suas plataformas.

Na sexta-feira, um artigo do jornal "Wall Street Journal" informou que o Facebook se negou a suspender a conta de um legislador do Partido Bharatiya Janata (BJP), partido no poder em Nova Délhi, depois que ele afirmou em mensagens e discursos públicos que os muçulmanos rohingyas deveriam ser massacrados, e de classificar como traidores os muçulmanos em geral.

Os funcionários do Facebook concordaram que este usuário estava infringindo as regras das redes sociais e representa um perigo, segundo o WSJ, que cita ex e atuais trabalhadores da empresa.

Mas, segundo o jornal norte-americano, um gerente do Facebook na Índia se opôs à aplicação das regras de ódio online no caso deste legislador regional, assim como de outros três grupos ou pessoas vinculadas ao movimento nacionalista hindu, denunciados por incitação ao ódio e participação em atos violentos.

O gerente teria dito aos funcionários que tomar medidas contra membros do partido do primeiro-ministro Narendra Modi poderia prejudicar as atividades do Facebook na Índia, segundo o WSJ.

O Partido do Congresso, principal partido da oposição, denunciou no domingo "o viés da equipe de gestão do Facebook Índia" a favor do BJP e Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), uma organização de massas muito representativa do nacionalismo hindu.

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