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FARC responde pelo recrutamento de menores no tribunal de paz da Colômbia

Os ex-guerrilleros das FARC Pablo Catatumbo e Rodrigo "Timochenko" Londono (D), em coletiva de imprensa em Bogotá, em maio de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. agosto 2020 - 17:41
(AFP)

Ex-guerrilheiros das FARC começaram a responder, nesta quarta-feira (19), pelo recrutamento de milhares de crianças e adolescentes para suas fileiras, como parte do acordo de paz que encerrou mais de meio século de conflito na Colômbia.

Pablo Catatumbo, senador e ex-comandante do que foi a guerrilha mais poderosa da América, iniciou a primeira audiência de julgamento sobre o assunto no âmbito do sistema especial acordado para reparar as vítimas.

A Justiça Especial para a Paz (JEP) citou 15 responsáveis das já dissolvidas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) dentro do caso 07, sobre recrutamento forçado de menores e eventos relacionados, como a violência sexual.

Catatumbo e outros três líderes darão presencialmente sua versão perante o tribunal de paz de maneira reservada, afirmou um funcionário do JEP. As demais audiências serão virtuais devido à pandemia de coronavírus, acrescentou.

O agora senador do partido de esquerda FARC é um dos oito ex-guerrilheiros que ocupam cadeiras no parlamento, como parte do acordo assinado em 2016 com o governo do vencedor do Nobel de Paz, Juan Manuel Santos.

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