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Governo boliviano denuncia ex-presidente Evo Morales por suposta relação com menor

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales gesticula durante uma entrevista coletiva em Buenos Aires, em 21 de fevereiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. agosto 2020 - 22:45
(AFP)

O Ministério da Justiça da Bolívia apresentou ao Ministério Público uma denúncia penal contra o ex-presidente Evo Morales por ter mantido um suposto relacionamento amoroso com uma menor, anunciou nesta quinta-feira o vice-ministro Guido Melgar.

"O Ministério da Justiça apresentou uma denúncia contra o cidadão Juan Evo Morales Ayma pelos crimes de estupro e tráfico de pessoas", disse Melgar em entrevista coletiva. "Daqui para frente, o Ministério Público e as outras instituições (de proteção da mulher e do menor) deverão materializar o processo penal correspondente."

Nos últimos dias, foram divulgadas pela imprensa local e nas redes sociais fotos de Morales (2006-2019) com uma jovem identificada como N.M., hoje com 19 anos. O ex-presidente esquerdista, 60, está refugiado na Argentina desde o fim do ano passado, após renunciar em meio a uma revolta social.

Segundo o vice-ministro Melgar, fotos extraídas do celular de uma parente da jovem a mostram em viagens do então governante pelo país. "O curioso é que, nessa época, ela era menor de idade. Como todos sabemos, para que uma menor viaje é necessária a autorização de seus pais."

Melgar anunciou na última segunda-feira que seu ministério investiga uma denúncia anônima envolvendo uma suposta relação amorosa do ex-presidente com outra menor, com quem ele teria tido um filho. O crime de estupro é punido pela lei boliviana com dois a seis anos de prisão, e o de tráfico de pessoas, com 10 a 15 anos.

A Morales, que é solteiro e tem dois filhos, também foi atribuído em 2016 um relacionamento com Gabriela Zapata, ex-gerente da empresa chinesa CAMC, à qual o Estado boliviano concedeu contratos milionários.

O governo transitório de direita da Bolívia lançou várias acusações contra Morales, entre elas as de rebelião e terrorismo, pela violência social ocorrida entre outubro e novembro de 2019. Nem Morales, nem seu Movimento ao Socialismo (MAS) comentaram as novas acusações.

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