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Jornalista é morto a tiros no México, informam ONGs

Jornalistas protestam contra o assassinato de um de seus colegas no México, um dos países mais perigosos do mundo para repórteres afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. novembro 2020 - 20:23
(AFP)

Um repórter de um jornal digital da região central do México foi morto a tiros nesta segunda-feira (9) enquanto apurava a descoberta de restos humanos no violento estado de Guanajuato, informaram as organizações Repórteres Sem Fronteiras e Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ).

Israel Vázquez, do El Salmantino, da cidade de Salamanca, é o sétimo jornalista morto no México este ano, segundo uma contagem da AFP. As autoridades estaduais não responderam aos pedidos da agência para confirmar a morte.

"O CPJ lamenta a morte de Israel Vázquez Rangel... O terceiro repórter morto no México em menos de um mês", escreveu o CPJ no Twitter.

Por sua vez, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou os fatos e pediu às autoridades mexicanas que providenciem medidas de segurança para a família de Vázquez e seus colegas.

"Em menos de um mês, três jornalistas foram mortos, 17 neste mandato de seis anos, sete jornalistas mortos este ano, é uma situação muito lamentável porque as condições de violência no México, especialmente para jornalistas, continuam", disse à AFP Balbina Flores, representante da RSF no México.

De acordo com a direção do jornal, o ataque ocorreu às 7h30 locais, quando o repórter foi surpreendido por dois homens que atiraram nele e fugiram em um carro.

Vázquez, que escrevia matérias policiais, foi atendido por funcionários da Cruz Vermelha e levado a um hospital, onde morreu horas depois, informou a diretoria à AFP.

"Condenamos veementemente o ataque covarde e atroz contra nosso querido companheiro Israel Vázquez, que foi atacado enquanto realizava seu honroso trabalho jornalístico", disse a redação do El Salmantino em nota.

O México é considerado um dos países mais perigosos para a prática do jornalismo, com mais de cem jornalistas mortos desde 2000.

Mais de 90% desses crimes permanecem impunes, segundo a RSF e o Artigo 19, outra organização dedicada à defesa de jornalistas.

Em 30 de outubro, Arturo Alba Valdivia, repórter do grupo Multimedios, foi morto a tiros no estado de Chihuahua.

Em 2019, 10 jornalistas foram mortos no México, segundo a RSF.

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