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México agradece financiamento do magnata Carlos Slim para vacina contra COVID-19

Edifício de escritórios da empresa farmacêutica e biofarmacêutica multinacional AstraZeneca PLC em Macclesfield, Cheshire, Inglaterra, em 21 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. agosto 2020 - 02:25
(AFP)

O governo mexicano agradeceu nesta quarta-feira (12) ao magnata das telecomunicações Carlos Slim por financiar a produção, no México e na Argentina, de uma vacina contra a COVID-19 do laboratório AstraZeneca, que será destinada ao mercado latino-americano, com exceção do Brasil.

Logo após o anúncio do acordo pelo presidente argentino Alberto Fernández, o chanceler mexicano Marcelo Ebrard confirmou a participação do México, mas informou que mais detalhes serão revelados nesta quinta-feira.

"Amanhã daremos a conhecer com o secretário de Saúde os acordos alcançados para produzir [a vacina] no México e na Argentina, com apoio crucial da Fundação Carlos Slim", escreveu Ebrard no Twitter.

Um comunicado do escritório no México da AstraZeneca, que trabalha em conjunto com a Universidade de Oxford, explicou que, com o acordo, a produção da vacina para a América Latina será "sem benefício econômico" para o laboratório.

O mexicano Carlos Slim é dono da empresa de telefonia América Móvil, que opera em 17 países na América Latina, incluindo o Brasil (NET, Claro).

A revista especializada Forbes colocou o magnata mexicano como o 12º homem mais rico do mundo em 2020, com uma fortuna estimada em 52,4 bilhões de dólares.

A Fundação Carlos Slim, citada no comunicado da AstraZeneca, expressou sua determinação em "colaborar para combater esta inédita pandemia que tem grande impacto na saúde, na economia e no emprego".

Com o financiamento da Fundação Slim, será possível adquirir doses de vacina "a preços mais razoáveis", entre 3 a 4 dólares, informou o presidente da Argentina.

Caso os testes clínicos sejam frutíferos, espera-se que as primeiras doses comecem a ser distribuídas no primeiro semestre de 2021.

O México é o terceiro país com o maior número de falecimentos (53.929) e casos confirmados de coronavírus (492.522) no mundo, atrás de Estados Unidos e Brasil.

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