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México planeja limitar ação de agências estrangeiras no país

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador em discurso na Cidade do México afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. dezembro 2020 - 21:33
(AFP)

O México planeja limitar a ação de agências estrangeiras no país, informou o presidente Andrés Manuel López Obrador nesta terça-feira (8), insatisfeito com o papel da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA) na recente captura de um ex-ministro da Defesa mexicano.

A emenda foi apresentada pelo governo ao Senado em um projeto de reforma da lei de segurança nacional, mas ainda não foi debatida.

O líder da maioria no Senado, Ricardo Monrea, anunciou nesta terça-feira que o texto será aprovado ao mais tardar até semana que vem, quando termina a atual legislatura, pois trata-se de "uma reforma que busca fortalecer nossa soberania".

Em seguida, a reforma teria que ser aprovada na Câmara dos Deputados.

"Queremos resolver isso de uma vez por todas, que as regras sejam claras", disse o presidente esquerdista em sua conferência matinal, observando que, no caso dos Estados Unidos, apesar das relações estreitas, "não há um quadro jurídico claro para a cooperação". “Em outros países existem regras, existem normas, nos Estados Unidos, do que eles podem permitir que membros de outros governos façam em seu território, como países independentes, livres e soberanos”, assinalou.

López Obrador não detalhou as mudanças que a emenda introduziria, mas um rascunho da iniciativa, ao qual a imprensa teve acesso, indica que os agentes estrangeiros seriam obrigados a compartilhar todas as informações colhidas no exercício de suas funções no México.

O presidente questionou a DEA por ter agido pelas costas de seu governo no caso do ex-secretário da Defesa Salvador Cienfuegos, detido no dia 15 de outubro, quando chegava de férias com sua família a Los Angeles. “A DEA deveria informar sobre sua participação”, criticou o presidente do México após a prisão, destacando que, “indubitavelmente, eles conviveram” com o militar da reserva.

Cienfuegos foi repatriado em 18 de novembro, depois que um juiz de Nova York aceitou um pedido incomum do governo dos Estados Unidos, a pedido da promotoria mexicana, para encerrar as acusações de tráfico de drogas contra o policial, para que seja investigado em seu país. O governo López Obrador apoiou essa decisão, argumentando que os crimes dos quais Cienfuegos é acusado teriam sido cometidos no México.

Segundo o jornal "Milenio", o projeto de lei também prevê que os agentes estrangeiros percam sua imunidade caso exerçam poderes exclusivos das autoridades mexicanas, e os obrigaria a apresentar um relatório mensal sobre as atividades relacionadas à cooperação.

A situação controla o Congresso bicameral.

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