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Maduro cancela viagem de delegados para diálogo com oposição após sanções

Governo do presidente Nicolas Maduro qualificou de 'terrorismo econômico' bloqueio dos EUA. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. agosto 2019 - 02:01
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cancelou nesta quarta-feira a viagem a Barbados de sua delegação na mesa de diálogo com a oposição que deveria ocorrer na quinta e sexta-feira, em resposta ao bloqueio econômico imposto esta semana pelos Estados Unidos.

"Apesar de a delegação da oposição designada pelo deputado Juan Guaidó já estar em Barbados para a rodada de conversações prevista para esta semana, o presidente Nicolás Maduro Moros decidiu não enviar a delegação venezuelana nesta oportunidade, em razão da grave e brutal agressão perpetrada de maneira continuada por parte da administração Trump contra a Venezuela", informou um comunicado oficial.

"Notamos com profunda indignação que o chefe da delegação da oposição, Juan Guaidó, celebra, promove e apoia estas ações lesivas à soberania do nosso país e aos direitos humanos mais elementares da população".

"A Venezuela se dispõe a revisar os mecanismos deste processo a fim de que sua continuação seja efetiva e harmônica com os interesses do nosso povo", destaca o comunicado oficial.

Em entrevista à televisão estatal VTV, Maduro declarou que propôs o estabelecimento "de uma agenda permanente de diálogo, mas esta semana o imperialismo americano enlouqueceu e deu uma facada na alma da Venezuela (...), e eles (a oposição) saíram para fazer a festa, aplaudir".

A delegação opositora em Barbados lamentou e criticou a decisão de Maduro.

"Ficam dias afirmando que querem a paz e o mecanismo de Oslo, mas na primeira mudança se apavoram com a possibilidade de uma verdadeira mudança política no país", escreveu o delegado opositor Stalin González no Twitter.

"Seguiremos trabalhando em todos os campos para buscar o fim da crise e o resgate da nossa democracia através de eleições verdadeiramente livres e o fim da corrupção, da pobreza e das violações dos direitos humanos".

Antes do anúncio da decisão sobre os delegados, Maduro havia declarado estar "preparado para esta luta (...) na qual a Venezuela sairá vitoriosa, superando as agressões e os bloqueios".

É "uma insensatez, um despropósito total, que revelam os níveis de ódio, de intolerância, de racismo" da administração Trump, disse Maduro em rede nacional de rádio e TV.

A chancelaria venezuelana qualificou de "terrorismo econômico" a decisão do governo do presidente Donald Trump.

Durante o dia, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, exigiu o rigor da lei para quem na Venezuela promove as sanções dos Estados Unidos contra o país.

"Basta de impunidade!" - escreveu Padrino no Twitter. "Os que começaram com este 'jogo' de pedir sanções para a Nação (...) com bastardos objetivos políticos devem ser punidos com a lei".

A Força Armada, principal base de Maduro, "exige justiça", afirmou o ministro, sem citar nomes.

O bloqueio de Washington, que lidera a pressão internacional para obter a saída de Maduro, prevê um embargo do petróleo e sanções contra empresas que negociem com o governo em Caracas, considerado "ilegítimo" por Washington.

Caracas considera que com esta nova ofensiva para expulsar Maduro do poder, Washington e seus aliados "apostam no fracasso do diálogo político", pois "temem seus resultados e benefícios".

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