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Opas pede cautela diante de transmissão "ainda alta" de COVID-19 nas Américas

Um grupo de soldados realizam uma operação de desinfecção no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. maio 2020 - 16:55
(AFP)

Nesta terça-feira, a Opas recomendou aos países das Américas a "serem cautelosos" com a diminuição das medidas para conter a disseminação do COVID-19, alertando que a transmissão "ainda é muito alta" nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Equador, Peru, Chile e México.

"Reduzir as restrições muito cedo pode acelerar a propagação do vírus e abrir as portas para um aumento dramático ou se espalhar para áreas adjacentes", disse Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), durante uma videoconferência com jornalistas.

Etienne disse que em muitas áreas da região o número de novas infecções por coronavírus se multiplica em apenas alguns dias.

"Nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Equador, Peru, Chile e México, estamos vendo casos que dobram em quatro dias ou menos", afirmou.

"Este é um indicador preocupante que nos diz que a transmissão ainda é muito alta nesses países e que eles devem implementar toda a gama de medidas de saúde pública disponíveis: testes abrangentes, rastreamento de contatos (quando contágios são verificados), isolamento de casos e, claro, o distanciamento social", acrescentou.

Etienne fez um alerta principalmente sobre o Haiti, onde a Opas teme um surto de casos.

"Existe um risco real de um surto em grande escala seguido de uma crise humanitária no Haiti", disse.

O novo coronavírus causou mais de 87.000 mortes nas Américas, de acordo com um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

Os Estados Unidos e o Canadá são responsáveis pela maioria das mortes (72.897), enquanto a América Latina e o Caribe registraram 14.415.

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