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Outro líder indígena é assassinado na Amazônia

(Arquivo) O presidente de extrema direita Jair Bolsonaro multiplicou seus discursos e iniciativas para abrir as terras indígenas a atividades econômicas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. abril 2020 - 16:32
(AFP)

Um líder indígena que lutava contra a invasão de terras no estado do Maranhão (nordeste), Zezico Guajajara, foi assassinado a tiros na terça-feira (31), informaram o governo local e ONGs que atuam na região.

"As circunstâncias de sua morte, no entanto, não estão claras, mas os Guardiões [grupo organizado de indígenas que vigiam a floresta e alertam sobre invasões] são frequentemente ameaçados pelas poderosas máfias de madeireiros", afirmou a ONG Survival International em comunicado nesta quarta-feira.

Pelo menos quatro indígenas da etnia Guajajara foram assassinados em novembro e dezembro de 2019, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização vinculada à Igreja católica que busca dar apoio aos indígenas.

O presidente Jair Bolsonaro multiplicou seus discursos e iniciativas para abrir as terras indígenas -protegidas constitucionalmente- a atividades econômicas, como a mineração.

"A situação do povo guajajara é trágica e exemplar em relação à vulnerabilidade a qual muitas comunidades indígenas estão expostas em todo o Brasil, inclusive aquelas que vivem em terras já reconhecidas legalmente e que, em teoria, contam com a proteção do Estado", afirmou o Cimi em comunicado também assinado pela ONG Greenpeace, pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e Instituto Socioambiental (ISA).

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