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Antiga fábrica pega fogo após explosão em Donetsk, Ucrânia, em 21 de julho de 2014

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Os rebeldes ucranianos entregaram as duas caixas-pretas do Boeing 777 abatido sobre o leste da Ucrânia a funcionários malaios na madrugada desta terça-feira, em Donetsk, anunciou o líder dos grupos pró-Rússia.

O movimento separatista também anunciou uma trégua na zona onde o avião foi derrubado, na quinta-feira passada, envolvendo um raio de 10 km em torno dos destroços do Boeing da Malaysia Airlines, para facilitar as investigações.

"Decidimos entregar as caixas-pretas aos especialistas malaios", declarou o "primeiro-ministro" da autoproclamada República Popular de Donetsk (DNR), Alexandre Boradai, para cerca de 150 jornalistas reunidos na madrugada desta terça na sede das autoridades rebeldes.

Os líderes separatistas mostraram aos jornalistas dois objetos de cor laranja, que pareciam ser as caixas-pretas, e os especialistas malaios firmaram um protocolo.

Um especialista malaio disse que "em nome do governo agradeço à República de Donetsk por nos entregar as duas caixas-pretas, que são propriedade da Malásia". "Não encontramos as caixas do voo MH 370 (desaparecido no Oceano Índico) e estamos contentes por recuperar estas".

"Vejo que as caixas-pretas estão intactas e apresentam apenas alterações menores".

As caixas pretas, que trazem as comunicações a bordo e os dados técnicos do voo, não são capazes de revelar a origem do míssil que provavelmente derrubou o avião, que estava a 10 mil metros de altitude.

Borodai anunciou ainda outra medida exigida pela comunidade internacional para facilitar o acesso aos destroços do avião: "Vamos ordenar um cessar-fogo em um raio de 10 km em torno" do local da queda.

Os especialistas malaios devem acompanhar o trem que transporta os corpos das vítimas do incidente até Kharkiv, zona controlada pelo governo ucraniano.

O trem, procedente de Torez, se encontrava em Donetsk na noite desta segunda-feira.

Segundo Washington e Kiev, o avião foi derrubado por um míssil disparado da zona sob o controle dos rebeldes.

AFP