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Região de Madri interrompe vacinação por falta de doses

Um profissional de saúde administra a vacina Pfizer/BioNTech contra a covid-19 a um membro dos Serviços de Emergência Médica de Madrid (SUMMA), em 12 de janeiro de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. janeiro 2021 - 20:39
(AFP)

A região de Madri, na Espanha, anunciou nesta quarta-feira (27) que está suspendendo a administração de novas doses da vacina contra o coronavírus por falta de suprimentos, enquanto a Catalunha avisa que suas reservas estão se esgotando.

Apesar de ter fechado acordos antecipados de fornecimento, muitos países da União Europeia estão enfrentando atrasos nas remessas das vacinas Pfizer e Moderna, as únicas autorizadas até agora por Bruxelas.

Por isso, o vice-presidente do governo regional de Madrid, Ignacio Aguado, informou a suspensão de novas vacinações para garantir a aplicação da segunda dose naqueles que já a aguardam.

“Não sabemos o que vai acontecer a partir da próxima semana, esperamos que o fluxo de entregas normal seja restabelecido e que a chegada de doses aumente”, explicou em coletiva de imprensa.

Mais tarde, por meio do Twitter, ele indicou que primeiras doses não serão administradas "pelo menos pelas próximas duas semanas" e pediu ao Ministério da Saúde espanhol que "mova céus e terras" para obter mais vacinas.

Além disso, alertou que no ritmo atual apenas 10% da população madrilena será vacinada até o final de julho, longe da meta de 70% fixada pelo governo da Espanha.

Na Catalunha, o diretor de saúde pública do governo regional, Josep Maria Argimon, advertiu que quando forem administradas as 30 mil doses previstas para esta semana, “o estoque estratégico terá sido consumido e as geladeiras estarão vazias”.

Isso fará com que 10 mil pessoas com a primeira dose já injetada não recebam a segunda dentro do tempo planejado, afirmou ele.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Espanha aplicou 76,7% das 1,77 milhão de doses recebidas dentro do programa europeu de imunização.

O país vive a terceira onda da pandemia que, desde o seu início, já causou mais de 57 mil mortes e tem quase 2,7 milhões de casos confirmados entre seus 47,5 milhões de habitantes.

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