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São Paulo anuncia vacinação em janeiro, com imunizante que ainda está em estudo

El gobernador de Sao Paulo, Joao Doria, muestra un paquete de la vacuna CoronaVac en el Aeropuerto Internacional de Guarulhos, cerca de Sao Paulo, Brasil, el 3 de diciembre de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. dezembro 2020 - 20:28
(AFP)

O estado de São Paulo pretende iniciar a vacinação contra a covid-19 no dia 25 de janeiro com a vacina CoronaVac, que ainda não obteve aprovação porque está em sua última fase de estudos, informou o governador João Doria nesta segunda-feira (7).

Os primeiros beneficiários serão os profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas, comunidades de descendentes de escravos, anunciou Doria em entrevista coletiva.

A seleção foi feita "levando em consideração a incidência de óbitos de coronavírus no estado de São Paulo", acrescentou, apresentando um esquema de vacinação de cinco fases.

Está prevista a instalação de 5.200 pontos de vacinação neste estado de 46,2 milhões de habitantes, mais de um quinto da população do Brasil.

O país é o segundo país com mais mortes por coronavírus no mundo, atrás dos Estados Unidos. Nesta segunda, somava 177.317 mortos, quase um quarto deles (43.040) em São Paulo.

A vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em conjunto com o Instituto Butantan, e será aplicada em duas doses, ainda deve solicitar a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Sinovac tem um acordo com o Butantan, ligado ao governo de São Paulo e principal produtor de vacinas no país, que permitiu à CoronaVac chegar ao Brasil para sua terceira fase de testes.

O estado adquiriu 6 milhões de doses que devem chegar ao final do mês, além de insumos para produzir localmente outras 40 milhões de doses.

O imunizante tem sido alvo de uma guerra política entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro, que minimizou a gravidade da pandemia e desqualificou a vacina trazida ao país pelo governador, ex-aliado e agora possível adversário para as eleições presidenciais de 2022.

O governo federal, por sua vez, assinou um acordo com a Astrazenca/Universidade de Oxford para a obtenção de 100 milhões de doses de sua vacina, além de se inscrever na iniciativa internacional Covax Facility, que pode viabilizar mais 42 milhões de doses.

O ministério da Saúde anunciou nesta segunda que prevê assinar esta semana um memorando de intenção de compra com a Pfizer para 70 milhões de doses.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que caso a Anvisa certifique o imunizante, seu governo "ofertará a vacina a todos, (de forma) gratuita e não obrigatória".

O governo prevê começar em março seu próprio plano de vacinação, que não inclui a CoronaVac.

Além da AstraZeneca/Oxford e Sinovac, outros dois laboratórios trouxeram seus imunizantes ao Brasil para testes. Nenhum fabricante até agora solicitou o uso emergencial ou a aprovação de sua vacina no país, informou a Anvisa na semana passada.

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