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(12 jun) O rei do Marrocos, Mohammed VI, e o filho visitam o local do desabamento

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Pelo menos 16 pessoas morreram na madrugada desta sexta-feira no desabamento parcial de três edifícios em Casablanca, capital econômica do Marrocos, de acordo com um registro atualizado divulgado por autoridades locais.

O "registro pode ser mais grave", disse a fonte, esclarecendo que neste domingo foram encontrados oito corpos, duplicando o número de vítimas fatais.

Entre as novas vítimas estão duas crianças, a atriz marroquina Amal Maaruf e sua mãe.

"Ainda há muita gente debaixo dos escombros", indicaram as autoridades locais.

O desabamento deixou 60 feridos, dos quais 17 foram hospitalizados, informou a Prefeitura de Casablanca, citada pela agência MAP.

Os três prédios do bairro El Hank, perto litoral, desabaram parcialmente às 02h30 da madrugada de sexta-feira, no horário local.

De acordo com moradores consultados pela AFP, o desabamento pode ter sido provocado por "construções anárquicas" nos andares inferiores e pela falta de manutenção em geral desses imóveis. A construção de boa parte dos prédios remonta aos anos 1960 e 1970.

O rei Mohamed VI esteve no local da tragédia na sexta e visitou feridos nos hospitais.

O rei espanhol Felipe VI, que na segunda-feira fará uma visita oficial de dois dias a Rabat, telefonou no sábado para o monarca marroquino para expressar suas "condolências", segundo a agência MAP.

A cidade, de cinco milhões de habitantes, conta com milhares de moradias em condições insalubres, principalmente na Cidade Velha (Medina).

No fim de 2012, duas pessoas faleceram no desabamento de uma casa em um bairro próximo da Medina, devido ao mau tempo. Já naquela época, entre quatro mil e sete mil imóveis da cidade ameaçavam desabar, de acordo com o Ministério da Habitação.

AFP