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Tailândia entra na corrida das vacinas contra COVID-19

Um funcionário do Centro Nacional de Pesquisa sobre Primatas em Chulalongkorn, Tailândia, segura nos braços um dos macacos nos quais uma vacina contra o coronavírus será testada, em 23 de maio de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. maio 2020 - 14:04
(AFP)

A Tailândia começou a testar em macacos e espera poder comercializar uma vacina contra o coronavírus até o final de 2021, informaram nesta segunda-feira (25) os responsáveis pelo projeto.

Atualmente, mais de cem pesquisas estão em andamento em todo o mundo e oito delas já estão no nível de testes em humanos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Esperamos produzir uma vacina que será comercializada a um preço mais acessível" do que na Europa ou nos Estados Unidos, afirmou à AFP Suchinda Malaivitjitnond, diretora do Centro Tailandês de Pesquisa sobre Primatas.

Após testes positivos com ratos, a diretora supervisionou no sábado as injeções em um primeiro grupo de 13 macacos.

Sua equipe trabalha em colaboração com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e é baseada em uma nova tecnologia, nunca usada para fazer uma vacina: RNA mensageiro (mRNA) que transporta o código genético do DNA para as células.

Esse método visa fornecer ao corpo as informações genéticas necessárias para acionar preventivamente a proteção contra o coronavírus.

Uma das vacinas experimentais mais avançadas do mundo, a da sociedade americana de biotecnologia Moderna, à qual o governo dos Estados Unidos concedeu 500 milhões de dólares, também é desenvolvida de acordo com essa tecnologia.

Se os testes em macacos forem positivos, os testes em humanos poderão começar em outubro e estar disponíveis em "um ano e meio", segundo Kiat Ruxrungtham, da Universidade Chulalongkorn, em Bangcoc, associada ao projeto.

Seu desejo é poder oferecer a tecnologia da vacina contra o coronavírus a países pobres da região, como Camboja, Laos ou Mianmar.

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