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Trump: Rússia informou EUA sobre retirada de funcionários da Venezuela

Presidente americano Donald Trump durante visita a Londres em 3 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. junho 2019 - 17:53
(AFP)

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (3) que a Rússia o informou sobre a retirada da maior parte de seu pessoal da Venezuela, um tema de confrontação entre ambos os países que se acusam mutuamente de desestabilizar o país sul-americano.

Ponto de apoio fundamental de Maduro, a Rússia enviou em março cerca de 100 soldados para a Venezuela.

O país está mergulhado em uma crise institucional desde que, em janeiro, o chefe do Parlamento, Juan Guaidó, autoproclamou-se presidente interino, com o reconhecimento de mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos.

"A Rússia nos informou que retirou a maioria de seu pessoal da Venezuela", tuitou Trump, cujo governo pede reiteradamente a Moscou que deixe de apoiar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No final de março, Trump recebeu a mulher de Guaidó, Fabiana Rosales, na Casa Branca. Do Salão Oval, disse que "a Rússia tem que ir embora". Esta mensagem vem sendo repetida por vários funcionários de seu governo.

Em entrevista à AFP no fim de maio, o embaixador russo na Venezuela, Vladimir Zaiomski, explicou que as tropas que chegaram à Venezuela em março ajudam o Exército local a se preparar frente às ameaças americanas "de uso da força".

"O governo venezuelano se encontra em estado de alerta desde o início do ano, já que os Estados Unidos continuam com suas ameaças de uso da força contra a Venezuela. Em tais condições, devem estar certos de que as armas que possuem têm condições de operar", declarou o embaixador, falando de Moscou.

No domingo, o The Wall Street Journal informou que o consórcio estatal russo Rostec que o jornal tem treinado e dado assistência logística a tropas venezuelanas, cortou seu pessoal destacado no país para dezenas de pessoas, ante cerca de 1.000 tropas há alguns anos atrás.

O WSJ, que citou uma pessoa próxima ao Ministério da Defesa da Rússia, disse que a retirada se deve à ausência de novos contratos devido à falta de liquidez do governo de Maduro.

A AFP perguntou ao Kremlin sobre os números, após a publicação do relatório do WSJ, mas este recusou-se a comentar.

Um porta-voz de Rostec disse à agência TASS que os números apresentados pelo WSJ sobre a presença russa na Venezuela eram "exagerados" e que "a composição das tropas permaneceu inalterada por muitos anos".

"Cerca de dez pessoas trabalham em nosso escritório na Venezuela, o que sempre foi o caso", disse uma porta-voz da Rostec à AFP.

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