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Twitter apaga publicações em que Bolsonaro questionava isolamento social

(20 mar) Bolsonaro participa de entrevista coletiva em Brasília sobre o novo coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. março 2020 - 01:17
(AFP)

Dois tuítes publicados na conta oficial do presidente Jair Bolsonaro, em que ele questionava as medidas de isolamento social para conter a propagação do novo coronavírus, foram apagadas pela plataforma na noite deste domingo, sob o argumento de que violavam as regras desta rede social.

Bolsonaro havia publicado três vídeos em que desrespeitava as orientações do Ministério da Saúde e passeava, neste domingo, por Brasília, aproximando-se de apoiadores, e reforçando seu chamado para romper a quarentena. Duas das três publicações foram apagadas esta noite.

"O Twitter anunciou recentemente, em todo o mundo, a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir a Covid-19", diz um comunicado da plataforma.

"O que eu tenho conversado com o povo é que eles querem trabalhar. Vamos tomar cuidado, maior de 65 fica em casa", diz Bolsonaro a um vendedor ambulante em um dos vídeos apagados. "A morte está aí, mas se Deus quiser. Só não pode ficar parado, se não morrer da doença, vai morrer de fome, responde o vendedor a Bolsonaro, que afirma: "Não vai morrer."

O presidente, 65, também promoveu o uso da hidoxicloroquina para tratar a Covid-19. Apoiando-se em "um estudo de uma entidade francesa", Bolsonaro afirmou que o remédio "é uma realidade". Consultada, sua assessoria não informou a qual estudo Bolsonaro fez referência.

Em um quarto vídeo publicado, o presidente questiona a quarentena defendida por governadores e alguns prefeitos como medida para evitar a propagação do vírus: "Esse isolamento horizontal, se continuar assim, lá na frente, com a brutal quantidade de desemprego, teremos um problema seríssimo e vai levar anos para ser resolvido", diz Bolsonaro, nos arredores da residência oficial.

"O Brasil não pode parar. Se o Brasil parar, vira uma Venezuela", afirma, posteriormente. "Vamos enfrentar o vírus com a realidade, é a vida, todos nós devemos morrer um dia."

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