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Universitários do Equador protestam contra corte orçamentário em meio à pandemia

Estudantes protestam contra um corte no orçamento da educação, em frente à Universidade Central do Equador, em Quito, em 5 de maio de 2020, em meio à pandemia de coronavírus. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. maio 2020 - 22:28
(AFP)

Centenas de estudantes, professores e funcionários da principal universidade pública do Equador saíram do confinamento nesta terça-feira (5) para protestar contra a redução de cerca de 100 milhões de dólares no orçamento para o ensino superior.

Usando máscaras e mantendo a distância, cerca de 300 pessoas, segundo estimou um policial, se reuniram pacificamente em frente à Universidade Central de Quito e marcharam alguns quarteirões para rejeitar a medida tomada pelo Executivo devido a uma queda na arrecadação de impostos.

O Equador é um dos países latino-americanos mais afetados pelo coronavírus, com quase 32.000 casos e mais de 1.500 mortes. Há ainda mais de 1.300 óbitos prováveis por COVID-19.

A Secretaria de Ensino Superior informou no domingo que devido à crise causada pelo pandemia a arrecadação de impostos diminuiu, o que "implica 10% menos no orçamento da universidade".

O reitor da Universidade Central, Fernando Sempértegui, disse à imprensa que para essa instituição, a redução de 11,3 milhões de dólares é equivalente a pouco mais de 10% do orçamento, acrescentou.

Nancy Medina, reitora da faculdade de Ciências Econômicas, que participou do protesto, disse que a redução do orçamento poderia levar ao "fechamento de nossas salas de aula".

"Quantas pessoas ficariam sem estudar, sendo a Universidade Central uma das maiores, com mais de 40.000 estudantes!", Disse Medina.

Mónica Díaz, estudante de sociologia, classificou o corte do governo do presidente Lenín Moreno, que decretou um toque de recolher de 15 horas por dia ,como "traição".

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