Forum economico Davos: reconciliar economia e bem-estar comum
A economia não tem por única finalidade o lucro dos acionistas. Tem por finalidade também a liberdade e a justiça, alfinetou o presidente suíço no Forum de Davos que até dia 1° reúne 3 mil participantes: ministros a representantes de ONGs.
Como reconciliar crescimento econômico, fator de empregos e de desenvolvimento em diferentes setores, com globalização da economia e principalmente o bem-estar da sociedade? Ninguém encontrou a receita. Mas falando na abertura do incontornável simpósio de Davos que reúne “a nata das elites globais” (chefes de Estado e ministros, principalmente dos países ricos, executivos das grandes empresas, analistas políticos e econômicos, cientistas, escritores, professores universitários, intelectuais) / falando na abertura do incontornável simpósio de Davos, o presidente da Suíça, Adolf Ogi, lembrou a necessidade de a economia acabar com os excessos de neoliberalismo. Criticou em especial a tendência manifestada por executivos de atender em particular os interesses dos investidores, destacando que a economia não tem por única finalidade o lucro dos acionistas. (O presidente suíço certamente aludia a uma evolução – alta contínua – nas bolsas que mais de uma vez mesmo o chefe do FED, o banco central americano, Alan Greenspan, considerou irracional). E Adolf Ogi realçou: “a economia é importante, mas ela não é nem a razão de ser nem a finalidade da humanidade”. Segundo ele, a política deve fixar regras para o desenvolvimento econômico, de modo que toda a sociedade possa participar da definição da “ordem econômica mundial” ou seja fixar as regras do desenvolvimento econômico.
O discurso do presidente suíço está em sintonia com líderes sindicais europeus e americanos, também presentes em Davos, que insistiram na necessidade de o comércio mundial apresentar uma “face humana” com o compromisso de “trabalhar para uma justiça social universal”. (gb)
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