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“Vaca louca” deve acabar em 2003

Na Suíça, a doença da vaca louca deve ser erradicada em 3 anos. É o que prevê a Divisão Federal de Veterinária que aponta para uma diminuição de casos nos últimos anos. Especialistas confirmam que a doença pode ser transmitida ao homem.

O objetivo fixado na Suíça é eliminar a chamada doença da vaca louca (Encefalopatia Espongiforme Bovina, EEB) até fim de 2003. Segundo o representante da Divisão Federal suíça de Veterinária, Dagmar Heim, em 1999 houve 25 casos “clínicos”, mais 24 casos “detectados”. No ano anterior foram anunciados apenas 14. Mesmo assim a tendência seria de uma diminuição porque na época a contagem não corresponderia à realidade: a sensibilidade à doença era menor e muito provavelmente não se anunciavam novos casos antes do abate de todo um rebanho quando se descobria a doença numa ou mais reses. Desde então se matam apenas animais paridos no ano que precede ou se segue ao nascimento de um animal doente.

A existência da doença da vaca louca na Suíça foi constatada em 1990. A primeira medida foi proibir farelo de origem animal em dezembro daquele ano. As incidências da doença (que fica incubada pelo menos 5 anos) cresceram até 1995, quando se registraram-se 68 casos. Houve 45 em 1996, 38 em 1997 e 14 em 1998.
O especialista suíço considera muito improvável que haja animais nascidos em 1997 que estejam infetados pela EEB. Por isso estima que em 2003 a doença seja erradicada.

A “vaca louca” penalizou os exportadores de carne bovina na Suíça, sujeita a severas restrições. Houve também diminuição acentuada do consumo de carne na Suíça. Mesmo assim não se assinala nenhum caso de transmissão da enfermidade ao homem através de animais contaminados: a doença Crutzfeldt-Jacob. Mas houve casos de contaminação na Gra-Bretanha, um na França e outro na Irlanda.
Segundo estudo publicado nos Estados Unidos, a proteína infecciosa, chamada prion, à origem da EEB, pode se transmitir mais facilmente do que se pensava a outras espécies. Entre os autores do estudo, Dr Stanley Prusinger, prêmio Nobel de medicina em 1997. (gb)





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