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Autor moçambicano Mia Couto leva o prêmio literário Jan Michalski

Couto também receberá uma obra de arte especialmente escolhida para ele, no caso um par de esculturas de madeira do consagrado artista nigeriano Alimi Adewale. Keystone / Quique Garcia

A trilogia "As Areias do Imperador" de Couto lhe rendeu o prêmio literário suíço no valor de CHF 50.000 (US$ 56.382). 

Este conteúdo foi publicado em 11. dezembro 2020 - 09:16
swissinfo.ch/ac

A decisão do júri de homenagear o escritor moçambicano foi anunciada na quarta-feira. A trilogia "As areias do imperador" é ambientada em Moçambique devastada pela guerra no final do século XIX. A trilogia inclui a Mulher das Cinzas, A Espada e a Lança e O Bebedouro dos Horizontes. 

O júri elogiou Couto - nascido em 1955 - pela qualidade excepcional de sua escrita e por "retratar com grande empatia personagens confrontados com a desumanidade da guerra, oferecendo-lhes uma inspiração épica do exuberante mundo natural da África".  

Descendente de imigrantes portugueses em Moçambique, o autor se uniu ao movimento anti-colonial Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Após a independência do país de Portugal em 1975, Couto trabalhou como jornalista antes de se tornar escritor e biólogo, lecionando na Universidade de Maputo.  

Traduzido para mais de trinta idiomas, seus textos receberam vários prêmios, incluindo o Prêmio Camões de 2013 e o Prêmio Neustadt de 2014. 

O Prêmio Jan Michalski é concedido pela Jan Michalski Foundation for Writing and Literature fundada em 2004 em Montricher aos pés das montanhas do Jura, na Suíça. Além do dinheiro do prêmio, os vencedores recebem uma obra de arte especificamente escolhida para eles. Couto receberá um par de esculturas de madeira do artista nigeriano Alimi Adewale. 

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