Robert Frank, o fotógrafo suíço que descobriu a América

Frank voltou a fotografar no fim de sua vida depois de se dedicar ao cinema. Keystone / Walter Bieri

O fotógrafo suíço-americano Robert Frank morreu aos 94 anos. Considerado um dos maiores mestres do século 20, sua carreira decolou com o controverso livro "The Americans".

Este conteúdo foi publicado em 11. setembro 2019 - 14:41

Nascido em Zurique em 1924, Frank começou a viajar pelos Estados Unidos na década de 1950, fotografando pessoas em situações cotidianas que retratavam a "dura vida real" dos EUA na época.

Retrato de Robert Frank em 2012 Daniel Rihs / 13 Photo

A viagem em seu livro de 1958 com 83 fotografias, chamado "The Americans", que se tornou um clássico instantâneo. As imagens documentam problemas sociais da década de 1950, muitos dos quais ainda estão por resolver no país até hoje.

Quando foi lançado, o livro foi duramente criticado nos EUA por ser "antiamericano".

"O livro de Robert Frank oferecia uma visão radicalmente diferente da sociedade americana dos anos 50, uma visão realmente contrastante com a projetada pelas revistas americanas da época, como Life, que, por sua vez, transmitia uma imagem otimista e positiva da América", disse à swissinfo.ch dez anos atrás Sarah Greenhough, chefe de coleções de fotografia da National Gallery of Art em Washington DC.

Na década de 1960, Frank voltou-se para o cinema. Seu primeiro trabalho, Pull My Daisy, é baseado em uma cena da peça nunca concluída The Beat Generation, do escritor Jack Kerouac. Mais de 30 outros filmes se seguiram, entre eles um documentário sobre uma turnê dos Rolling Stones.

Ele voltou à fotografia na década de 1980. Em 2009 e 2010, a National Gallery of Art em Washington e a Galerie nationale du Jeu de Paume em Paris mostraram uma grande retrospectiva de seu trabalho.

O artista premiado foi casado duas vezes e teve dois filhos.  Ele faleceu em Inverness, Canadá, na segunda-feira. 

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