Conexão suíça entrava processo contra Kohl
Decisão de tribunal suíço, suspendendo ajuda judiciária, dificulta investigação na Alemanha contra o ex-chanceler, Helmut Kohl, acusado de ter aceito doações ilegais, ou seja, não registradas pela contabilidade de seu partido, União Democrata Cristã.
Na Alemanha, vem se avolumando o escândalo financeiro envolvendo Helmut Kohl que dirigiu a União Democrata Cristã (CDU) durante 25 anos e foi chanceler durante 16, antes de ser derrotado por Gerhard Schröder em 1988. Kohl, 69 anos, é acusado de ter aceito doações ilegais para seu partido, a CDU. O ex-chanceler que é ainda deputado e presidente de honra de seu partido, admitiu ter recebido 2 milhões de marcos alemães, cerca de 1 milhão de dólares. Mas se nega a revelar o nome dos doadores e como foi utilizado o dinheiro.
A investigação quer apurar as doações ocultas que transitaram por bancos suíços. Nesse sentido, a justiça alemã solicitou à Suíça ajuda judiciária, em particular subornos pagos em relação à venda de uma refinaria de petróleo da ex-Alemanha do Leste à empresa francesa, Elf Aquitaine, e controvertida venda de dezenas de tanques de guerra à Arábia Saudita. Mas todos os pedidos estão bloqueados por decisão de um tribunal do pequeno cantão de Nidwald, centro da Suíça, que coordena a ajuda judiciária. Isso porque o tribunal atendeu a vários recursos de personalidades aparentemente envolvidas no escândalo. Ele deve pronunciar-se sobre esses recursos no próximo dia 27 de janeiro. Os principais visados são o “marchand” de armas alemão, Karl-Heinz Schreiber e o ex-secretário de Estado do Ministério da Defesa da Alemanha, Holger Pfahls.
Observadores estimam que Helmtu Kohl não utilizou o dinheiro em benefício próprio. Resta que que o ex-chanceler que já entrou na história por ter unificado as duas Alemanhas pode ser condenado até a 5 anos de prisão, caso seja inculpado. (gb)
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