Cruz Vermelha revela “vozes da guerra”
A grande maioria das vítimas acha que a guerra deve ter limites mas, ao mesmo tempo, os conflitos atuais atingem cada vez mais a população civil. É a conclusão do estudo "vozes da guerra", divulgado durante a Conferência Internacional, em Genebra.
O estudo “vozes da guerra” divulgado na Conferência Internacional da Cruz Vermelha foi feito em 12 países em conflito, onde foram ouvidas 12.860 pessoas. O mesmo questionário também foi aplicado em 4 países membros do Conselho de Segurança da ONU (França, Russia, Estados Unidos e Grã-Bretanha) e na Suíça, como depositária das Convenções de Genebra sobre direito humanitário.
O objetivo era avaliar como os conflitos estão sendo vistos “de dentro” e fora das regiões diretamente atingidas.
Nos países em conflito, quase metade das pessoas interrogadas foram diretamente atingidas; mais de 40 p/cento perderam um parente na guerra e 12 p/cento dizem que foram torturadas.
Para 2/3 das pessoas questionadas, a proteção de civis deve ser absoluta, embora a grande maioria reconheça que essa regra está sendo cada vez mais ingnorada pelos combatentes atuais. Metade dos entrevistados acha que deve ser proibido todo ato contra a dignidade humana. Dos 12 países estudados, dois estão na América Latina: El Salvador e Colômbia.
Entre os países não diretamente implicados em conflitos, 78 p/cento dos suíços apoia a ajuda humanitária às vítimas de guerra mas só 23 p/cento aceitam o envio de tropas suíças, com uso da força, a países em conflito.
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