Investigadores suíços trazem prova de massacre em Kosovo
Quatro policiais suíços enviados a Kosovo para investigar delitos de guerra perpetrados na região, regressaram com provas que serão utilizadas no Tribunal internacional de Haia de crimes contra a humanidade.
Uma equipe de investigadores suíços de volta de Kosovo afirma não haver dúvida quanto a crimes perpetrados contra a população civil da província. 3500 fotos, além de filmes em vídeo, recolhidos em uma região central de Kosovo onde os incidentes foram frequentes devem permitir que sejam conferidas acusações feitas por sobreviventes. Em seguida serão remetidos ao Tribunal Internacional de Haia. Poderão fortalecer acusações feitas em 20 de maio, contra o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, e outras pessoas por suposto envolvimento em crimes graves contra a humanidade, assassinatos e deportações.
Os policiais disseram também que a lista das violações do direiro em Kosovo deve ser “sinistramente longua”. E descreveram um massacre cujas provas foram recolhidas por eles em dois dias: 50 pessoas, entre elas 24 crianças – a mais nova com apenas três meses – foram reunidas e fechadas em uma granja. Elas receberam tiros de arma automática e granadas. Um dia mais tarde, os assassinos voltaram para retirar os corpos. No terceiro dia, eles vieram e atearam fogo ao local na tentativa de eliminar os últimos indícios de massacre. As pessoas que conseguiram escapar reuniram os restos dos cadáveres e os enterraram na floresta. Das 50 vítimas, não sobraram mais do que 4 sacos de plástico, um pedaço de granada e muito sangue.
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