Martina quer igualdade com o tênis masculino
A suíça Martina Hingis, n° 1 mundial, assume o papel de principal contestadora da desigualmente entre homens e mulheres no tênis profissional. As jogadoras ganham menos e Martina acha que se as "meninas" se unirem podem até boicotar o circuito.
Além de ser n° 1 na quadra, a suíça Martina Hingis veste agora a camisa da contestação. “Merecemos ganhar o mesmo que os homens e isso não acontece” declarou Martina em Hong Kong, onde disputa um torneio de exibição.
A declaração é seguida de uma espécie de ameaça: “espero que poderemos resolver isso pela negociação, mas tudo é possível se as meninas se unirem”, respondendo a uma pergunta sobre um eventual boicote do torneio. As francesas Mary Pierce (n° 5 mundial) e Sandrine Testud (n° 14) já manifestaram seu apôio a Martina.
Em abril do ano passado, 60 jogadoras profissionais assinaram uma petição reivindicando igualdade.
Dos 5 maiores torneios do circuito profissional (Austrália, França, Inglaterra e Estados Unidos), apenas o “US Open” paga os mesmos prêmios para mulheres e homens (pouco mais de US 6 milhões).
A reivindicação das jogadoras não é nova mas agora volta em momento oportuno. Em 1970, um protesto do mesmo gênero levou à criação da WTA, associação das tenistas profissionais. A partir deste ano, a WTA tem um novo patrocinador e o tênis feminino está ganhando mais espaço na televisão. Questionada sobre o fato das meninas disputarem 3 sets, a francesa Sandrine Testud respondeu que “a questão é saber se as pessoas querem ver 3 sets de espetáculo ou 5 de aborrecimento”.
Mas o papel de contestadora pode trazer mais impopularidade do público para Martina. Ela já é vista como impertinente e imatura em suas declarações e todos sabem que ela ganhou 3 milhões de dólares no ano passado, só em torneios.
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