PMEs suíças saem bem das turbulências globais

As pequenas e médias empresas (PMEs) da Suíça têm enfrentado bem os problemas ligados ao aumento do protecionismo, barreiras comerciais e incertezas econômicas globais, constatou uma pesquisa do banco Credit Suisse.

Este conteúdo foi publicado em 28. agosto 2019 - 09:45
Contêineres no porto da Basileia, importante ponto de entrada e saída de mercadorias © Keystone / Gaetan Bally

Quase uma em cada três (29%) PMEs suíças afirmou que as barreiras comerciais e os obstáculos alfandegários representam um desafio importante ou muito grande. Mas 40% não perceberam nenhum problema ou apenas um pequeno desafio.

Até agora, as PMEs suíças têm sido pouco afetadas pelo aumento do protecionismo desde 2016 e pela escalada dos conflitos comerciais globais, segundo o estudo realizado com 560 PMEs exportadoras. 

Em comparação com cinco anos atrás, a situação se deteriorou para apenas 23% das entrevistadas, enquanto cerca de metade não percebeu nenhuma mudança.

Para superar os obstáculos comerciais, a maioria das PMEs suíças (63%) apoia uma colaboração mais estreita com parceiros externos ou redes locais existentes, enquanto 60% querem ver um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.

Armas comerciais

Entretanto, 56% delas manifestaram o seu apoio ao projeto de acordo-quadro que foi negociado entre a Suíça e a UE para supervisionar futuros acordos, mas que ainda não foi concluído.

Nos crescentes conflitos comerciais globais, a principal arma são as tarifas alfandegárias convencionais, revelou o Credit Suisse, mas isso afeta pouco menos de metade das PMEs suíças. No entanto, vários obstáculos não-tarifários ao comércio representam um problema maior. Estes incluem procedimentos aduaneiros e a necessidade de fornecer avaliações de conformidade e provas de origem.

As maiores restrições, segundo as PMEs, foram o preço do serviço/produto oferecido pelas empresas e as taxas de câmbio prevalecentes, ambas classificadas à frente dos obstáculos tarifários e não tarifários.


Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo