Familiares pedem a libertação de suíço detidos na prisão de Belarus

Centenas de pessoas foram detidas durante a campanha eleitoral para a presidência de República da Bielorrússia. Keystone / Tatyana Zenkovich

A família do suíço Tanguy Darbellay, um atleta de luta suíça, confirmou sua prisão durante os protestos que irromperam após as eleições presidenciais na República da Bielorrússia no último fim de semana. Agora exigem a sua libertação.

Este conteúdo foi publicado em 13. agosto 2020 - 14:17
SRF/RTS/jdp

A televisão pública suíça, RTS, falou com o pai de Darbellay que disse que imagens produzidas na prisão permitiram à família identificar o atleta e confirmar sua identidade.

O ministério suíço das Relações Exteriores (EDA, na sigla em alemão) disse que está tratando o caso com urgência e atualmente negocia com as autoridades bielorrussas. Entretanto, a partir de quarta-feira, a embaixada suíça em Minsk não pôde marcar uma visita ao suíço detido, relatou a RTS.

Darbellay, um suíço originário do cantão do Valais, emigrou no outono de 2019 para Minsk, com o objetivo de poder continuar praticando a luta livre. Ele fala o bielorruso e está bem integrado na cidade, segundo os familiares. O jovem de 21 anos faz parte da equipe nacional suíça de luta livre e conquistou o título de campeão nacional na classe de peso de 80 quilos, em maio de 2019.

A correspondente Luzia Tschirky, do canal germanófono suíço SRF, conversou com o jornalista russo Anton Starkow, que também foi preso e mantido na mesma cela que Darbellay. Starkow foi libertado após cerca de 20 horas de detenção.

Darbellay foi preso no terceiro dia de protestos quando voltava para casa. Starkow disse que o suíço não estava envolvido nos protestos, mas simplesmente estava "no lugar errado, na hora errada".

O jovem lutador encontra-se em uma cela com outros estrangeiros, aparentemente em boas condições.

O EDA criticou oficialmente a reação da polícia em Belarus após os protestos que irromperam em resposta às eleições presidenciais de domingo.

Segundo informações, a polícia prendeu milhares de manifestantes e usou granadas paralisantes e balas de borracha, deixando centenas de feridos e pelo menos dois mortos.

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