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Fiff 2018 Festival de cinema na Suíça abre as portas para Nova Friburgo

Este ano, o Festival Internacional de Filmes de Friburgo deu destaque para o Brasil e ajudou a lembrar aos suíços os laços criados com o país há 200 anos.

letreiro Fiff

O festival de cinema de Friburgo, na Suíça, ajudou a divulgar um aspecto da história suíça desconhecido por muitos suíços

(FIFF)

Encerrou no sábado (24) o 32° “Festival International de Films de Fribourg” (FIFF), evento que procura promover o intercâmbio entre culturas, especialmente as chamadas Norte e Sul, através de filmes que inspiram a reflexão e convidam ao diálogo.

Na edição de 2018, embora a Mongólia tenha sido o país convidado, com 10 filmes exibidos, o Brasil acabou sendo a grande atração do evento, com 22 filmes exibidos e até uma programação especial dedicada aos 200 anos da fundação de Nova Friburgo.

No total, 113 filmes, entre eles 74 estreias na Suíça e internacionais, atraíram mais de 44 mil espectadores que segundo o presidente do parlamento suíço, Dominique de Buman, “embarcaram sem medo nas novas aventuras propostas pelos organizadores do festival”.

“Black Level”, uma parábola sem palavras do cineasta ucraniano Valentyn Vasyanovych, venceu no sábado o Grande Prêmio do festival, dotado de 30 mil francos suíços.

Também em competição, o filme brasileiro “Unicórnio”, com suas cores intensas, seu formato extra-largo e seu cheiro de mistério encantou os organizadores do festival, que trataram com muito carinho o diretor Eduardo Nunes:

Cartas de Friburgo

A cidade de Nova Friburgo também chamou a atenção dos organizadores. Segundo Thierry Jobin, diretor do FIFF, “a ideia era dedicar uma parte do festival ao tema da imigração e um amigo meu - o cônsul-geral adjunto da Suíça no Rio de Janeiro, Christophe Vauthey – me lembrou dos 200 anos da fundação de Nova Friburgo, um ótimo exemplo da época em que os suíços eram obrigados a emigrar”.

Jobin falou da ideia com um outro amigo, Lionel Baier, responsável da seção cinema da ECAL, a Escola Cantonal de Arte de Lausanne, que logo se animou em enviar um grupo de alunos para Nova Friburgo para filmar aspectos da Friburgo brasileira com o olhar suíço.

“Quando Lionel me falou que o pessoal dele estava indo filmar Nova Friburgo, me lembrei do filme ‘Cartas de Iwo Jima’, de Clint Eastwood, que dá uma outra visão do mesmo acontecimento. Então, com a ajuda do Consulado Geral da Suíça no Rio de Janeiro, resolvemos trazer um pessoal de Nova Friburgo para filmar Friburgo, na Suíça”, conta Thierry Jobin.

O consulado suíço lançou, então, um edital através do Polo Audiovisual de Nova Friburgo para selecionar quatro cineastas brasileiros de Nova Friburgo que teriam que produzir 4 curtas-metragens na cidade suíça. Juntos, suíços e brasileiros apresentaram assim 13 curtas no programa “200 velas para Nova Friburgo” do FIFF, que também exibiu um documentário realizado pelo jornalista suíço Jean-Jacques Fontaine sobre a emigração dos suíços para Nova Friburgo.

Entre cigarros e aparelhos ortodônticos

Além dos debates com os diretores logo após a projeção de cada filme, Jobin levou mais adiante o projeto de Nova Friburgo, criando duas “tables rondes”, dois grandes debates abertos ao público sobre o programa de Nova Friburgo e Fribourg como lugar de cinema, um primeiro encontro dos profissionais do cinema do cantão de Friburgo.

Na mesa redonda sobre Friburgo-Nova Friburgo, os jovens cineastas suíços e brasileiros trocaram suas impressões de cada cidade e falaram das dificuldades em filmar em outro país, ainda mais em um curto espaço de tempo – os suíços ficaram três semanas em Nova Friburgo e os brasileiros duas em Fribourg.

“Tivemos sorte de pegar um período com muitos eventos na cidade”, conta Maxime Beaud, um dos alunos da ECAL. A disponibilidade e a simpatia dos friburguenses também chamou a atenção dos suíços, que, por outro lado, lamentaram a dificuldade em se comunicar – tema, aliás, abordado em alguns filmes realizados em Nova Friburgo.

Para os brasileiros, o silêncio e o vazio da cidade suíça causaram um certo espanto. “Sempre me considerei uma pessoa quieta e até introvertida, mas aqui percebi como falamos alto e muito”, disse Ana Maria Bonjour, sorrindo.

Mas o público riu mesmo com as primeiras impressões das produtoras. Questionada sobre o que mais lhe havia chamado a atenção no Brasil, Marie-Eve Hildebrand, coordenadora do grupo de cineastas suíços, não hesitou: “os aparelhos dentários! Todo mundo tem um, pode ser criança, jovem ou adulto”. Por sua vez, Rosana Barroso, diretora do polo audiovisual de Nova Friburgo, disse ter ficado assustada com o número de fumantes na Suíça: “e olha que eu havia parado de fumar achando que aqui ia ser difícil...”

swissinfo.ch

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