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Lançada iniciativa contra salários "exorbitantes"

Os acionistas deveriam ter o poder de fixar os salários dos executivos. Keystone

Um pequeno empresário do setor de cosméticos lança uma inciativa popular para lutar constra as remunerações "excessivas" dos executivos de grandes empresas suíças cotadas em bolsa.

Este conteúdo foi publicado em 01. novembro 2006 - 08:47

Os milhões em salários e benefícios dos altos executivos são alvo de vivas críticas na Suíça há alguns anos.

Considerando que a revisão do direito das sociedades anônimas é muito tímida, Thomas Minder lançou uma iniciativa através do site internet de sua empresa. Com a ajuda de algumas pessoas voluntárias, ele pretende recolher as 100 mil assinaturas necessárias no prazo de dezoito meses. Se conseguir, a questão será submetida ao voto popular, uma das particularidades da democracia suíça.

A publicicade e as folhas para recolher as recolher as assinaturas foram publicadas na terça-feira (31/10) pela imprensa suíça. A inicitiva já está disponível também em vários sites internet, segundo Thomas Minder. Ele pretende organizar uma jornada nacional de coleta de assinaturas em 18 de novembro.

Ignora-se o orçamento colocado à disposição do comitê de iniciativa. Thomas Minder não quis precisar o montante, afirmando que o dinheiro sai do seu próprio bolso, de sua empresa e de algumas outras doadores.

Busca de apoio

O comitê de iniciativa espera contar com o apoio dos sindicatos e de partidos políticos, principalmente através da logística colocando à disposição suas estruturas para recolher assinaturas.

Thomas Minder não quer, contudo, personalizar seu comitê de iniciativa, para não polarizar seu combate. "Os sindicatos nos garantiram que estamos na boa direção mas querem, antes, examinar o texto antes de de pronunciarem", explicou Claudio Kuster, braço direito de Thomas Minder.

A União Sindical Suíça - principal central sindical do país - se diz surpresa pelo anúncio dessa iniciativa. Precisa que estudará a questão e decidirá de um eventual apoio, desde que seja solicitada, indicou Ewald Ackermann, um dos responsáveis da USS.

Desconfiaça dos políticos

O empresário utiliza a iniciativa porque não confia no Parlamento, que deverá discutir a revisão do direito das sociedades anônimas no ano que vem. O projeto do governo (Conselho Federal) amplia os direitos dos acionistas mas não suficientemente, segundo Thomas Minder.

O projeto não resolve o problema das remunerações astronômicas, que aumentarm 18%, em média, no ano passado, escreve o empresário em seu site internet. "Uma vez mais, as autoridades utilizam politizam abusivamente os interesses na nação e sobretudo os dos acionistas", opina Minder.

A iniciativa prevê sobretudo que a assembléia geral dos acionistas fixe o montante global dos salários, bônus e outras remunerações dos membros do conselho de administração e da direção.

Thomas Minder diz não estar engajado em política partidária. Ele dirige sua empresa familiar e pertence à terceira geração. Ativa no setor de higiene bucal, a empresa de Neuhausen (SH) tem trinta empregados.

Um tema sensível

A questão das remunerações dos altos executivos é objeto de duras discussões em vários paises, inclusive na Suíça. Certos dirigentes, como por exemplo Daniel Vasella, da Novartis, ou Marcel Ospel, do UBS (maior banco suíço) têm remunerações anuais superiores a 20 milhões de francos suíços.

Em agosto passado, o presidente da União Patronal Suíça, Rudolf Stämpfli, havia lançado um alerta. "O maior risco é que os cidadãos percam a confiança no sistema". O ex-presidente do conselho de administração da Nestlé, Helmut Maucher, e o vice-presidente de economiasuíça Johann Schneider-Ammann
também já criticaram o sistema.

swissinfo com agências.

Fatos

O salário médio na Suíça é de 65 mil francos suíços por ano.
O salário mais altos dos executivos ultrapassam 20 milhões.
Em 2005, a diferença salarial dentro da mesma empresa entre um empregado e um executivo era de 1 para 544. Em 2006, os salários dos empregados praticamente não mudou em relação a 2005. A remuneração dos executivos das 50 maiores empresas subiu, em média, 18%.

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