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Metade dos suíços contra o sigilo bancário

Zurique, um dos principais centros financeiros europeus.

(Keystone)

Praticamente a metade dos suíços (48,5 por cento) é a favor da suspensão parcial ou total do sistema de sigilo bancário existente no país. E 40 p.c. o defendem, revela sondagem realizada pelo jornal do domingo, "Dimanche.ch", publicado em Lausanne.

Quase um entre dois suíços estima que o sigilo bancário deva ser abrandado ou suprimido. E 38 por cento acha que esse sistema em vigor no país desde 1935 beneficie principalmente os ricos e os fraudadores. Não chega a 10 p.c. os que acreditam que a população suíça tira proveito desse sigilo.

"Dimanche.ch" escreve ser catastrófica a imagem do sigilo bancário na população suíça, sendo que 51 p.c. vê nele, e não na competência dos banqueiros do país, "a chave do bom desempenho da praça financeira helvética, que representa 120 mil empegos".

A conclusão do jornal dominical é que um tabu está caindo, depois de um outro sacrilégio:"ter admitido gordura vegetal no chocolate".

O jornal lembra que em 1984, um projeto socialista "contra os abusos do sigilo bancário" foi rejeitado por 73 por cento dos eleitores.

Constata ainda que o ineseperado compromisso sobre fiscalidade na conferência de cúpula da União Européia, dia 20, em Portugal, deu um impulso na mudança de mentalidade.

Foi de fato na conferência realizada em Santa Maria da Feira, perto do Porto, que a UE decidiu generalizar a troca de informações no combate à evasão fiscal.

Os dois países ainda contrários à medida - Áustria e Luxemburgo - se alinharam, dispondo-se a encarar supressão do sigilo bancário, provavelmente dentro de 10 anos. A condição é que outros países, entre os quais a Suíçal, "tomassem medidas equivalentes".

Daí, escreve "Dimanche-ch", pressão contra governo suíço "vai tornar-se terrrível".

J.Gabriel Barbosa


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