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Ministra procura diálogo com o povo

Calmy-Rey responde às perguntas feitas durante encontro realizado em Monthey, em fevereiro de 2007.

(Keystone)

A ministra Micheline Calmy-Rey convida todos os cidadãos helvéticos a participar de um diálogo sobre a política externa da Suíça.

Nesse sentido o governo publicou uma brochura destinada a "avaliar a temperatura" da população, no qual um questionário aborda temas como neutralidade, engajamento pela paz ou a cooperação com o Terceiro Mundo.

A neutralidade está ultrapassada? A Suíça é um país que está sendo bem representado no exterior? Ela deveria fazer mais pela paz no mundo?

Essas e outras questões estão sendo levantadas por Micheline Calmy-Rey, a ministra das Relações Exteriores da Suíça. Ela deseja conhecer melhor a opinião e preocupações da população. Ao mesmo tempo ela quer abrir um amplo debate sobre a política externa do país dos Alpes.

Por isso governo publica uma brochura intitulada "Uma política externa do diálogo", no qual inclui um questionário que poder ser enviado pelo correio ou por meios eletrônicos.

Através da publicação, o ministério explica sua atuação em seis áreas: atividades em matéria de neutralidade, política de paz e política européia, a Suíça e as organizações internacionais, a cooperação ao desenvolvimento e as embaixadas no exterior. Os funcionários esperam que cada cidadão dê sua opinião em relação aos seis pilares da política externa.

Não estar de fora

"É importante que a população compreenda como funciona a política suíça. Nossa voz no exterior está concentrada da nossa identidade", declarou Micheline Calmy-Rey durante a apresentação da brochura em Berna.

Através do comunicado distribuído à imprensa, a ministra suíça conclamou a participação ativa dos cidadãos. Eles podem colocar em questão ou até mesmo criticar a política externa do país.

"Não somos uma ilha e o mundo está em mudança permanente. Precisamos resolver os problemas juntos", acrescentou a ministra, para quem o engajamento da Suíça no exterior é importante não apenas por uma questão de "solidariedade", mas também pelo fato do país não poder se dar ao luxo de se abster das decisões tomadas fora das suas fronteiras.

Utilidade

Para Hans Hirter, professor do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Berna, essa forma de consulta à população por parte do governo federal não pode ser vista como extraordinária. "É mais útil de levantar estas questões em termos de política externa do que interna, um tema do qual as pessoas já têm mais conhecimento".

O programa de comunicação do governo exige que os cidadãos se mostrem interessado pelo material e que o solicite. "Dessa forma podemos excluir o público-alvo às pessoas que já se interessam pelo tema", avalia Hirter.

"O governo não está realizando uma grande campanha como a que ocorreu para tratar da questão da AIDS". Para o professor em Berna, a esperança é que a mídia se interesse pelo tema e lance um debate popular.

Já Laurent Goetschel, professor do Instituto Europeu da Universidade da Basiléia, acredita que o governo realmente esteja tentando abrir um verdadeiro diálogo com a população. "Não se trata de uma operação de relações públicas", reforça.

"Não é apenas obedecer ao povo"

Micheline Calmy-Rey defende sua idéia. "Não se trata de uma simples pesquisa de opinião. Nós, no ministério, queremos realmente saber o que pensa o povo", reforça.

Uma forte participação não significa que o governo irá se orientar pela opinião pública para definir sua política externa, mas sim servir de orientação. "As respostas terão seguramente um peso na tomada de decisões do Ministério", conclui Calmy-Rey.

swissinfo com agências

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Objetivos do governo suíço

Pelo correio ou internet, a população suíça está sendo convocada a responder as seguintes questões:

A neutralidade suíça é algo do passado?

A Suíça está sendo bem representada no exterior?

A Suíça deveria fazer mais pela paz?

A Suíça ganhou prestígio ao aderir à ONU?

A Suíça deveria aderir à União Européia ou continuar mantendo a política atual de acordos bilaterais?

Qual é a utilidade dos programas atuais de cooperação ao desenvolvimento para os países pobres?

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Tradição do "cidadão inteligente"

A operação coloca o cidadão "inteligente" (responsável e autônomo) no centro do debate político. Este deverá participar com entusiasmo, mas de forma razoável.

O modelo "bottom-up" (de baixo para cima) substitui o modelo inverso (top-down) utilizado por uma autoridade para dar ordens às pessoas abaixo da sua hierarquia.

A mídia tem um papel fundamental na publicidade política ao difundir informação.

A Internet propõe novas possibilidades de incentivar o diálogo entre um grande número de pessoas.

É o que pretende o Ministério das Relações Exteriores com a publicação da pequena brochura e sua difusão através dos meios eletrônicos.

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