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Pobreza começa a preocupar os suíços

Os suíços têm medo de cair na pobreza. swissinfo.ch

A primeira preocupação dos suíços continua sendo o desemprego. Mas, este ano, a pobreza aparece em quinto lugar entre os principais problemas.

Este conteúdo foi publicado em 12. dezembro 2005 - 13:14

Como no ano passado, o estudo chamado Barômetro das Preocupações, divulgado pelo banco Crédito Suíço, menciona saúde, previdência social e a questão dos estrangeiros.

O maior problema para os suíços (71% das pessoas questionadas) é o desemprego, apesar de uma taxa média de 4% este ano. Mas, segundo o estudo divulgado pelo Crédito Suíço, vários elementos entram em consideração.

As pessoas questionadas pelo Instituto gfs Berna, temem por seu próprio emprego mas também que os custos do desemprego acabe paralizando a economia.

Há ainda o fator da deslocalização de empregos, freqüentemente abordado pela imprensa, o debate acerca do constexto econômico e as perspectivas conjunturais consideradas modestas que contribuem para criar as preocupações atuais.

Saúde, velhice ... e pobreza

O mesmo acontece com as demais preocupações. Por enquanto, o sistema de saúde funciona, o financiamento da aposentadoria mínima (AVS) e da aposentadoria complementar (2° pilar) continuam garantidos e o número de requerentes de asilo está em baixa.

Mas 51% das pessoas questionadas temem mudanças bruscas sejam decididas pelos dirigentes políticos para garantir o financiamento a longo prazo.

O que é novo no Barômetro 2005 é a preocupação com a probreza no país, que ocupa agora o 5° lugar na inquietação dos suíços, citada por 29% das pessoas questionadas. Em 2004, essa era a oitava preocupação, com 22% das respostas.

O resultado é tido como lógico pelos pesquisadores porque o medo do desemprego acarreta o risco de empobrecimento, mesmo se existem trabalhadores pobres na Suíça.

Os receios se repetem

Os quatro últimos anos não foram catastróficoso no plano econômico mas o medo do desemprego continua crescendo há cinco anos.

Na pesquisa do Instituto gfs aparecem diferentes grupos de opinião. A questão do desemprego parece particularmente preocupante para salários altos e médios do setor privado.

Em contrapartida, para os mais altos salários, tanto do setor privado quanto do setor público, a preocupação é menor. Nesse grupo também estão incluídos os independentes, os propriétários de imóveis e pessoas atividade lucrativa.

De maneira geral, entretanto, a curva ascendente desde 2000 evolui paralelamente às estatísticas do desemprego. Quanto mais negativa é a imprensa na análise do desemprego, mais o problema é citado pelas pessoas questionadas.

Saúde e velhice

A situação é um pouco diferente para o sistema de saúde e a previdência social.
Os idosos e as pessoas com baixo nível de instrução e de renda estão mais preocupadas com a evolução do sistema de saúde e de aposentadoria mínima (AVS).

Com relação a essas duas questões, há variações de apreciação por região. A preocupação é maior na Suíça de língua francesa do que nas regiões de língua alemã e italiana.

Classe média mais céptica

Apesas dos problemas, os suíços mantém-se serenos frente à situação econômica pessoal. Parece que tudo vai "muito bem" para 9% deles, enquanto 44% respondem que a situação pessoal é "boa".

Gfs sublinha que a apreciação mais negativa é das pessoas com rendimentos médios, cépticas quanto uma clara melhoria da situação econômica em geral a curto prazo.

Mesmo assim, apesar da visão geral negativa, a situação econômica pessoal é julgada um pouco mais favorável do que nos três anos precedentes.

Políticos nem sempre à altura

Haja visto a opinião crítica dos últimos anos e as expectativas pouco animadoras para o futuro, o balanço é negativo para os meios políticos e econômicos.

48% dos cidadãos acham que freqüentemente os políticos não estão à altura de suas responsabilidades e 46% pensam o mesmo dos meios econômicos. O resultado é similar ao do ano passado.

Os analistas do gfs formulam a hipótese de que cada vez mais gente se sente decepcionada com os políticos. No entanto, ao invés de se distanciarem da política, eles apóiam a oposição.

swissinfo

Fatos

Segundo o Barômetro das Preocupações 2005, o desemprego ocupa o 1° lugar, com 71% (69% em 2004); seguem-se:
Sistema de saúde, 51% (56%)
Previdência social, 45% (49%)
Estrangeiros, 30% (24%)
Pobreza, 29% /24%).

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Breves

- O Crédito Suíço divulga o Barômetro das Preocupações desde 1976, junto à população em idade de votar.

- Esse barômetro, realizado pelo instituto de sondagem g.f.s. reflete as opiniões de cidadãos, em entrevistas pessoais.

- Este ano, a pesquisa foi feita entre 15 de agosto e 2 de setembro junto a mil pessoas representantivas do conjunto da população em idade de votar.

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