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Agentes de saúde do governo realizam exames de sangue para detectar a contaminação pelo vírus ebola, em Kenema, Serra Leoa, em junho. 25/06/2014 REUTERS/Umaru Fofana

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DACAR/HAVANA (Reuters) - O pior surto do mundo do vírus ebola na África Ocidental já matou 603 pessoas desde fevereiro, com pelo menos 68 mortes registradas em três países da região apenas na última semana, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira.

A OMS afirmou que houve 85 novos casos entre 8 e 12 de julho, o que destaca os contínuos níveis elevados de transmissão. Médicos internacionais e locais estavam tendo dificuldades para obter acesso às comunidades, já que muitas pessoas temem que estrangeiros estejam espalhando a doença em vez de ajudar a combatê-la.

"É muito difícil para nós entrar em comunidades onde há hostilidade aos estrangeiros", disse o porta-voz da OMS, Dan Epstein, em uma entrevista coletiva à imprensa em Genebra, na Suíça. "Ainda enfrentamos rumores, suspeita e hostilidade... Pessoas estão isoladas, estão com medo, estão aflitas."

Serra Leoa registrou 52 mortes, o maior número, incluindo casos confirmados, prováveis ​​e suspeitos de ebola. A Libéria relatou 13 e Guiné 3, de acordo com os números da OMS.

Epstein disse que o foco principal nos três países é rastrear as pessoas que tenham sido expostas a outras contaminadas com ebola e monitorá-las durante o período de incubação, de 21 dias, para ver se foram infectadas.

"Provavelmente vai levar vários meses até que sejamos capazes de controlar esta epidemia", acrescentou.

O ebola provoca febre, vômitos, sangramento e diarreia e foi detectado pela primeira vez no então Zaire, atualmente República Democrática do Congo, em meados da década de 1970.

Transmitido através do contato com sangue e fluídos corporais de pessoas infectadas ou animais, é um dos vírus mais mortais do mundo, matando até 90 por cento das pessoas contaminadas.

Falando em Havana, Cuba, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, considerou o surto como o pior do mundo em número de casos, dizendo: "A situação é grave, mas não está fora de controle ainda."

(Reportagem de David Lewis e Daniel Trotta)

Reuters